22 de out. de 2013

a viagem continua



a maturidade está normalmente ligada aos ciclos de Saturno, se bem que tudo esteja interligado, assim como os restantes ciclos planetários; salvaguardando que não serão os planetas que fazem, mas espelham e na maioria das vezes são mestres na escola do auto-conhecimento. Saturno é a voz da responsabilidade.

Muitos poderão dizer que a maturidade trazida pelos anos é uma chatice, vêm as rugas, os cabelos brancos etc. Mas também pode vir para quem quiser abrir essa porta uma grande calma interior; isto é se já encontrámos o lugar de conforto dentro de nós.

O actual transito de Saturno (em Escorpião), está ou irá fazer ainda uma conjunção ao Neptuno natal de uma larga faixa etária, indivíduos entre os 43 e os 57 anos. Este transito teve inicio em 2012 e prolongasse até 2015, com avanços e recuos (retrogradações) para que o assunto fique resolvido. Aqui ter-se-á que prestar atenção ao grau onde se encontra Neptuno na carta natal.

Neptuno no mapa espelha a nossa fé, a crença, a ilusão, onde nos podemos perder (paraísos artificias), onde podemos ser brilhantes (inspiração). Com Neptuno em Escorpião, uma  geração (nascidos 1956-70). Mais indicações são dadas pela sua posição e Casa que rege.
 Uma geração que conhece o seu lado “negro” da vida, os meandros do ocultismo, trazendo uma carga sexual profunda. Não podemos esquecer o instinto da energia de escorpião que matiza este Neptuno. A fé é intensa. Por isso também a fé no renascimento, a phenix que se eleva sábia.



Ao longo da vida sempre que Saturno em transito desafia Neptuno experimentamos momentos de seriedade, somos confrontados com alguma ilusão que se desfaz. O processo normalmente é duro mas maduro i.e. o que quer que seja que se desfaça, vamos entender ou seria importante que entendêssemos que já não fazia “realmente” parte da nossa vida.

Recordando Saturno em Escorpião, sugere um confronto com o mais profundo, o estudo vai fundo tudo é dissecado. As relações tornam-se, transformam-se não serão mais as mesmas. A fé do que tínhamos e do que podíamos está a ser inspeccionada, o supérfluo descartado. 

As (v)(i)lusões encontram estrutura que as vai sustentar ou não. Um momento de grande verdade pessoal. O que está a ser vasculhado é a essência. O risco é de sair em paz e amadurecido para continuar a viagem.

9 de out. de 2013

Como uma lupa

.... Júpiter, não vou escrever acerca da sua passagem em Câncer mas sim quando este em transito toca um ponto vital do nosso horóscopo. Por vital entenda-se um grau que está natalmente marcado como dinâmico, dois ou mais planetas (conjuntos, em quadratura ou oposição).

Este planetas sugerem que aquelas energias têm que ser integradas, se verificarmos as Casas, regidas pelos planetas interlocutores mais indícios teremos de onde vivemos e temos oportunidade de resolver algum padrão comportamental que nos condiciona.

Voltando a Júpiter, que nos traz sempre a ideia de ampliação, que na carta natal nos sugere como e onde nos vamos sentir recompensados, ampliados. Quando este em transito passa por um desses aspectos dinâmicos também este será aumentado e provavelmente iremos ter oportunidade de vivenciar aquelas energias.

Muitos dos que nasceram com Saturno em Capricórnio (1959/60 e parte de 61) recebem agora a oposição de Júpiter, o que sugere Lei e Ordem, um sinal verde ou de que estamos certos e cheios de razão.

Nestes casos esta passagem de Júpiter, poderá ajudar a trazer à luz velhos padrões, no caso de Saturno natal em aspecto dinâmico com outro planeta;

- Com a Lua - a sugestão de solidão e auto-controle,  poderá ser ampliada mas também será a altura ideal para análise do grau de repressão a que o individuo se condiciona.

- Com Mercúrio amadurecimento, responsabilidade e o peso desta, o lado bom é que poderá ser agora a altura ideal para mostrar aquelas ideias, ou então aprender e entender os condicionamentos a que nos impusemos.

- Com Vénus - supressão de manifestações amorosas, quem "pratica" sabe como acaba por sofrer. Nesta altura poderá atrair para si uma qualquer situação parecerá uma lupa a aumentar o padrão que tão bem conhece. Se assim for a altura é a ideal para perceber porque se continuar a condicionar.

- Com Marte - indecisão, acção e controle, a sensação de "preso à situação" pode ficar mais patente e finalmente entender quantas coisas fizemos contra-vontade e porquê.

Aproveitar esta passagem para ampliar o nosso conhecimento ao contrário de apenas reagir aos receios e condicionamentos com que nos habituámos a conviver.

11 de abr. de 2013

...um dia o véu


Virá a altura em que Neptuno activa pontos cruciais (muitas vezes com uma ajuda de Saturno), dissolve aquele ideal, o que leva a uma dissolução daquele self criado. Egos construídos ao longo da vida que nos foram norteando e protegendo por tanto tempo...aos quais nos apegámos como se da nossa verdadeira essência se tratassem.

O que é real não se desfaz, porque não são os planetas que fazem mas nós, a carta tão simplesmente reflecte o estado... sem bom e mau, valorizações que ficam para serem atribuídas pelos humanos.

As dissoluções reflectidas por um trânsito ou arco solar de Neptuno, são fantasticamente subtis e profundas. Se usualmente podemos sentir a energia de misticismo, algo velada de Neptuno, o que não tem forma. Quando algo se dilui na nossa vida, quase sempre algo que teimámos em manter, algo não alicerçado, sem substância, que não era autêntico e que foi conservado entre véus até que um dia...  o véu cai.
Fossemos nós todos artistas, que aproveitaríamos estes períodos para atingir muitos com a nossa essência, com a nossa Arte, com o nosso Amor. Isto também é Neptuno a capacidade de transcender e partilhar com o todo a nossa mais bela criação.
A posição deste planeta na carta, entre outras indicações sugere muito acerca de onde gostamos de ser necessários, como se almas abnegadas fossemos naquela área de vida.

Estes acordares Neptunianos, dolorosos muitas vezes, desvendam armadilhas egocêntricas retirando do nosso percurso ilusões que nos desviam da essência. Acabando por ser experiências purificantes.

 

9 de abr. de 2013

há 1 ano...



Plutão continua em Capricórnio, arrasando com o estabelecido, não há lugar para remendos mas, para se acertar contas, expurgar e (re)começar com idoneidade.
Uma nova ordem que se perfila, enquanto isso aqui e ali abusos, estes também reflectidos por Plutão em Saturno; o medo da perca que quer controlar pela força.

Nesta fase o lamento não ajuda e pelo contrário atrasa, por palavras e pensamentos agarramos-nos ao passado. Muitas vezes esta mudança, a um nível pessoal vem na forma do que nos parece ser uma perca de status; o emprego que se foi e por isso já não conseguimos SER aquilo que assumíamos ser para os outros. Estão em jogo as cristalizações e segurançazinhas pessoais. O que resta a atitude de cada um.

Em Outubro, Saturno entra em Escorpião, individualmente os planetas da carta pessoal a receberem o contacto desta visita prenunciam as linhas mestras, talvez mesmo recordando os anos de 1983-85. No colectivo a seriedade perante assuntos como a prepotência, sexualidade, dinheiros públicos e morte. De notar que Plutão estará na casa de Capricórnio, acontecendo a mutua recepção ou seja estes dois senhores fortalecem-se um ao outro.

Foi há um ano que escrevi isto, em se tratando de Plutão, não é muito tempo, os movimentos são lentos e profundos. Se de uma forma geral o colectivo os sente, como não poderia deixar de ser se fazemos parte de um todo. Quem tem convivido com este movimento de forma directa e desafiadora (aspectos dinâmicos a planetas pessoais) poderá reflectir o quanto a sua vida mudou, a alteração daquilo que valoriza. O que deixou para trás.

Este periodo de vida, Plutunizado, apresenta-se em estágios diversos, os da prepotência e também de impotência, tanto um como o outro frutos do medo, numa luta pela sobrevivência.

Não tem que ser uma guerra, uma redenção sim, aceitar os erros passados, deixar para trás (pessoas/coisas) aceitar o nascimento do novo.

 

Aproveitar a Lua Nova em Aries para iniciar um Novo Ciclo Pessoal.


1 de abr. de 2013

curtas: retrogradação

Não é impeditivo, um planeta retrogrado (movimento aparente) como sabem, tem a sua simbologia e reflecte muitas vezes quando em transito sobre Luminares, a necessidade de rever... Na carta natal uma outra interpretação.

No caso dos transitos, que é a pergunta que me tem sido feita, uma revisão. Neste momento Saturno está retrogrado, não apenas aqueles que têm o Sol em Escorpião, dependendo dos contactos desafiantes que Saturno fizer, poderão estar a viver períodos de vida em que situações estruturais de vida mereçam um outro olhar, uma revisão. O período é favorável a um exercício interior, assim quando voltar a Directo, já teremos o caso estudado.


17 de jun. de 2012

ou...


mais confusões ou reencontro connosco? O que me apaixona nos arquétipos é a sua dualidade, como a vida, a noite e o dia ou o bom e o mau.

Neptuno neste momento, nos primeiros graus de Peixes, esparrama o seu efeito sobre aqueles em que toca, com ênfase para os signos Peixes, Virgem, Sagitário e Gémeos (planetas entre os 0-7º), sejam eles quais foram os (planetas) pessoais, assim se irá experimentar esta energia e a dualidade que a acompanha. Uma estranha energia (mais acentuada quando o planeta pessoal não conhece a mesma) poderá trazer alguma confusão, o que até ali tinha sentido e não se questionava, deixou de ser ou ter. Voltam-se atenções para o essencial, para além disto...

Neptuno amplia a visão, o sonho, poderá acontecer que esta(e) antes de ampliada necessite acertos. Se para alguns este transito representa um período de incerteza, confusão e dissolução. Outros há que enfim recebem o reconhecimento alargado pelo seu trabalho, produzem a sua masterpiece, têm a oportunidade de se mostrar ao mundo a sua essência.

Em 1989, Saturno - Neptuno cruzaram, ou seja muitos bebés nasceram com esta dualidade nas suas cartas natais, em se tratando de uma conjunção, a incidir directamente sobre um ponto ou planeta pessoais. Têm hoje 23 anos, é uma geração pragmática e ao mesmo tempo sonhadora, aprenderam cedo que os sonhos e o esforço pessoal têm que coexistir, outros haverá que ainda não conseguiram equilibrar esta polaridade. Conheço muitos que conseguiram e dentro da sua juventude demonstram uma maturidade e responsabilidade precoce.

Sem dúvida que a vida é uma estrada cheia de desafios, assim reflecte o mapa pessoal, sem dúvida que alguns destes representam viragens no curso da grande viagem. Podemos antecipar a duração dos troços mais dificeis, podemos antecipar a velocidade, o importante é continuar, confiando nas nossas escolhas.

Quase no final de mês Saturno, volta ao seu curso natal, depois de um longo período de retrogradação, em Balança. Período para muitos caracterizado por avaliações, dúvidas, compromissos a contra-gosto, os possíveis. Áries no lado oposto (acção individual) recebia um sinal vermelho, era forçado a repensar as parcerias. Isto depois de ter tido vislumbres de libertação. Sinais do que devia ser abandonado, do que se preserva por medo....

Os planetas reflectem e nós dicidimos, fazemos ou não...




Interessante que uma vez Directo, Saturno encontra-se com Úrano, o nome do contacto quindecile, sugere uma obsessão no ar, a imposição de regras versus a libertação. Não se procure fora o que está dentro, quando não acabamos somente a olhar para o espelho.




1 de jun. de 2012

GO

Dinâmicas da vida; aquelas situações todas, acontecimentos e sentimentos que nos parecem contraditórios, aquelas oposições, quadraturas e algumas
conjunções que se espelham nas cartas pessoais. Aquilo que nos faz ser assim mas também…, o que nos obriga a lutar, a render e a crescer.

Nesta altura nos céus existe uma quadratura importante; Úrano – Plutão, esta quadratura está reflectida na carta de cada um, para uns mais activa do que para outros, a fricção torna-se protagonista quando em Casas Cardinais ou tocando pontos sensíveis do horóscopo pessoal.

Se com Plutão a transformação (morte) vem de um ajuste de contas com os outros; Plutão Casa 8 – valores dos outros – a nossa perspectiva de poder e
o esforço que fazemos em busca da valorização de outros, a dinâmica do regente desta Casa, (não a auto-estima assuntos da Casa 2).

Agora Plutão em Capricórnio, poderá ser sentido como uma pressão – obrigação – um dever – como se estivesse atado de mãos e pés. Capricórnio tecnocrata,
responsabilidade, antiguidade, estes deveres podem vir em forma de maiores responsabilidades monetárias, aprisionamentos a responsabilidades; profissionais, pessoais ou com mais velhos e que se transformam em restrições pessoais. Deixamos de poder. Sem saída.

Por outro lado temos Úrano, em Áries, que nos exulta à libertação, que nos apela ao novo, que impele ao desapego de todas as grilhetas. Esta dinâmica é forte, fracturante em alguns casos.

A libertação assusta, o medo do novo versus o que conhecemos, bom ou mau conhecemos e o novo não sabemos o que, ou como vai ser. O tomar de decisões torna-se um exercício violento, nós versus a injustiça dos outros que detêm o poder.

As respostas e os caminhos terão que vir de nós, para isso temos que nos equipar da maior das honestidades para connosco, o que somos, o que tememos, o que temos de transformar interiormente para que nos libertemos. Enfrentar a morte e o que tem de morrer para que o novo se instale. Reconhecer o nosso Poder.

Cada um tem o seu tempo, só necessita estar atento e, saber que pode. O tempo dinâmico da dúvida é o tempo certo para aferição, para fazer o balanço, para a tomada de consciência e de responsabilidade própria. Ante GO

5 de mai. de 2012

como os bichinhos

acredito que quando se fala de instinto de sobrevivência, se associa à força de um animal como sinal do poder desta energia inata aos humanos.

Ora quando nos referimos a este poder de instinto associamos ao signo de Escorpião, à Casa 8, a Plutão e a Marte. Quando se (re)age por instinto, não querendo entrar em teorias de inconsciente e não-consciente, mas ao simbolismo do signo e da Casa como áreas que requerem  aprofundamento para que o individuo se conheça, até onde e até quanto.

Neste signo e nesta Casa do elemento Água e profunda, muitas vezes indicia que os planetas pessoais ali emersos, sentem esse peso emocional e sucumbem a este. Os trabalhos nestes palcos são sempre profundos, lida-se com a morte, o sexo, a sobrevivência. e o dinheiro dos outros. Nos tempos modernos dinheiro está associado à sobrevivência, para além da sua conotação de poder.

No actual ciclo socioeconómico, uma grande maioria conhece de perto casos mais ou menos dramáticos de sobrevivência. Alguns já terão assistido ao descontrole de indivíduos ao se sentirem inibidos monetariamente falando, o risco da não subsistência das necessidades básicas.

Foi este descontrole, que me fez pensar em Plutão e nas suas Forças obscuras; fez-me pensar no instinto sexual e no descontrole para se atingir o climax, um campo muitas vezes sem leis. O que encontra paridade em força e na falta de controle quando o dinheiro falta. Momentos em que nos tornamos bichos.

Plutão em Capricórnio, temos visto este reflexo no arrasar de status quo, o que tinha sido erigido pelo trabalho - Saturno e Capricórnio; morre e transforma-se, individualmente poderá dar lugar ao descontrole com base na perca.
 Exerce-se o poder animal "atiçado" por Úrano em Áries (quadratura actual). Acções não racionais em prol da sobrevivência. Úrano electriza a vontade própria, a necessidade de igualdade, as energias são fortes e capazes de se sobrepor a acção à razão. O instinto que se eleva ao racional.

Com a entrada de Saturno em Escorpião (Outubro 2012), este poder animal deverá ser temperado, uma aprendizagem dura, um assumir de responsabilidade, as restrições ao desejo. O poder vem deste trabalho. O desejo cede às lições de vida. As transformações muito provavelmente á custa de crescimento emocional. Na carta pessoal, poderão verificar as passagens de Saturno na Casa 8 e encontrarão paralelismos.


20 de abr. de 2012

cardume de pessoas

mudança de paradigmas, novo ciclo, novos tempos, chavões que enchem bocas e ouvidos. Como um cardume o qual não existia se não fizéssemos parte dele.

 Já para não falar dos negativos que por razões colectivas e pessoais não deixam ninguém indiferente. Cada um estará a sentir este grande período de mudança e todos sabemos que estes muitas vezes se apresentam como saltos no abismo, sejam em forma de desemprego, divorcio, doença ou morte.

 Algo que deixou de estar/ser como era, resta a atitude de cada um, Úrano em Áries exulta o individuo ao risco, Áries é o iniciador, muitas vezes isolado, Úrano rege um signo colectivo, iniciar para e com o colectivo, a individuação.

Saturno o grande regulador, em Balança, os relacionamentos, as alianças têm vindo a ser avaliadas, restringidas e reforçadas; a ideia é mesmo só ficarem as devidamente alicerçadas. Deixando para trás as fracas e descompensadas.

Plutão continua em Capricórnio, arrasando com o estabelecido, não há lugar para remendos mas, para se acertar contas, expurgar e (re)começar com idoneidade.
Uma nova ordem que se perfila, enquanto isso aqui e ali abusos, estes também reflectidos por Plutão em Saturno; o medo da perca que quer controlar pela força.

Nesta fase o lamento não ajuda e pelo contrário atrasa, por palavras e pensamentos agarramos-nos ao passado. Muitas vezes esta mudança, a um nível pessoal vem na forma do que nos parece ser uma perca de status; o emprego que se foi e por isso já não conseguimos SER aquilo que assumíamos ser para os outros. Estão em jogo as cristalizações e segurançazinhas pessoais. O que resta a atitude de cada um.

Neptuno em pleno curso em casa própria, o colectivo e o entendimento superior, holistico. Não somos um mas parte todo =  responsáveis pelo todo.

Vamos assistindo a um multiplicar de acções em prol dos desfavorecidos, doações (não incluo as que tiveram como fim descontos no IRS). O despertar da religiosidade pessoal, alteram-se valores, reconhecem-se as futilidades; Neptuno a nível pessoal, cobre, dissolve, pode dar lugar ao desinteresse pelo status. O que resta a atitude de cada um para se interessar, criar.

Em Outubro, Saturno entra em Escorpião, individualmente os planetas da carta pessoal a receberem o contacto desta visita prenunciam as linhas mestras, talvez mesmo recordando os anos de 1983-85. No colectivo a seriedade perante assuntos como a prepotência, sexualidade, dinheiros públicos e morte. De notar que Plutão estará na casa de Capricórnio, acontecendo a mutua recepção ou seja estes dois senhores fortalecem-se um ao outro.

O que podemos esperar; conservadorismo e responsabilidade o que me parece fazer todo o sentido perante o que vivemos actualmente.

6 de jan. de 2012

Imprevisões


Depois das habituais previsões de 2012, a mim apetece-me reflectir sobre as imprevisões e imprevistos, não se perguntem se são boas ou más; apenas recordo o que alguém disse já; esperar o pior é rezar para que este aconteça.

Com um ano pela frente com Úrano a transitar Carneiro, signo Cardinal, agora no Aries Point, num signo de Fogo, impulsionador (todos temos este ponto algures no nosso horóscopo) são previsíveis os "imprevistos" sendo que estes não acontecem apenas de fora para dentro. Afinal o exterior é um reflexo do interior. 

Muitas vezes nós já libertámos de coisas, pessoas ou situações sem que tomemos consciência disso, por hábito ou por falta de reflexão não nos apercebemos do que somos ou queremos as mesmas coisas. Parecendo aquelas crianças que passam um ou dois dias sem chupeta, deixou de lhes fazer falta, de repente alguém as lembra da dita e desatam a chorar. Nós adultos também choramos por chupetas que na realidade já não nos fazem falta.

Com Úrano activo e a dinamizar um ponto ou luminar da nossa carta, podemos esperar electricidade, desapego, mudança, excitação, alteração.

Se o vemos apontar a Significadores da área profissional, em vez de temer a "perca" da situação, porque não abrir para uma mudança que até poderá ser um desejo antigo - não era bem agora, não me convinha neste momento - será melhor agarrar o momento.

Da mesma forma se virmos esta imprevisibilidade tomar de assalto os Significadores dos relacionamentos, antes de chorar porque vai ser abandonado(a), repare bem dentro de si e "sinta" bem o que lá vai dentro. Tenho a certeza de se vai surpreender.

Úrano também pode ser isto, surpresa, acordamos um dia novinhos em folha, sem o peso do passado. Os esqueletos ficaram para trás. Prontos para uma nova fase.Será que está pronta(o) para uma nova oportunidade?

Estas fases, que nos aparecem reflectidas no horóscopo pessoal por um Úrano activo, súbitas, podem ou não ser fugazes, são diferentes. Úrano é também individuação, por isso mais do que nunca viver aquilo que somos, a nossa verdade, é essencial que se aproveite esta onda de mudança de encontro ao nosso eu.

Votos de um ano de 2012 recheado de modernas oportunidades.

14 de ago. de 2011

ré-entrée

by Isabel Subtil
embora possa parecer, a verdade é que nunca percorremos o mesmo caminho, nem quando voltamos para casa todos os dias pela mesma rua. O que acontece é que na maioria das vezes estamos tão absorvidos e acostumados àquele trajecto que não olhamos os detalhes e o está lá a mais ou a menos. A metáfora que uso para falar de Saturno Directo, que irá percorrer os mesmos graus onde esteve no final do ano passado e princípios deste. Por isso quem tem pontos sensíveis entre os graus (11º-17º) Cardinais, poderá olhar este percurso mais ou menos longo, cansativo ou repetitivo.

Sugiro que tenha mais atenção aos detalhes e, veja o que mudou, as mudanças têm que ser notadas por quem olha, quando não são apenas distracções, como uma animação que presenciamos, distrai-nos por momentos.

Podemos ter a sensação de estar a passar pela mesma situação, mas não somos os mesmos, os nossos pensamentos alteraram-se, encaramos a mesma situação com mais robustez. Afinal é de Saturno que se fala, da necessidade de concretização, de solidez à custa de responsabilidade nossa.
O que não foi Resolvido antes, tende agora a ser resolvido, tivemos tempo para amadurecer.

Deixando a rua e olhando para cima. Úrano continua a sugerir libertação, em busca da individuação em prol da verdade de cada um. Chegam-nos todos os dias noticias de derrocadas e de atitudes de rebelião, é comum dizer-se que o mundo está a mudar, que não há nada garantido, que a incerteza é um dado adquirido e que temos aprender a viver assim...

No entanto, e irónico como nos nossos mudinhos permanecemos atavicamente agarrados ás mesmas seguranças que se desfazem aos nossos olhos.

Agora quando Mercúrio voltar a Directo, no final de Agosto, com Lua Nova em Virgem,  uma oportunidade para plantar o novo nas nossas vida, com o grau de detalhe tão próprio do signo. Responsavelmente escolher.



29 de jul. de 2011

mal-me-quer...bem-me-quer

... as reticências são o equilíbrio para...são o Saturno em Balança...são os alicerces sólidos dos relacionamentos que perduram e trazem satisfação de se sentir bem-querido(a). Muito se tem falado acerca das potencialidades deste período, aqui, aqui.

Mas há sempre mais alguma coisa a dizer. São as reticencias, neste período tenho encontrado muitos que se debatem com o relacionamento e logo com os parceiros (as). Todas as desculpas já ouvi, bem como os loopings intelectuais na procura vã de quem é o culpado, de quem mudou, de qual deles está a passar um período critico pondo em causa a relação.
Um ponto comum todos sabem apontar o dedo e vá até os que chegam a admitir que talvez tenham mudado.

Se bem que estas mudanças que até admitam em si, não seja o ponto fulcral da questão, este é um pouco mais profundo. Nem lhe chamaria mudanças mas contínuos retornos ao ponto fulcral.

Em astrologia aprendemos a ver reflectidos, os nossos relacionamentos, a forma como nos damos e como recebemos. Estudamos o potencial desenvolvimento do individuo e de como este desde pequeno se relacionou com o amor, se de uma forma facilitada, se teve que lutar por este, de se esforçar para o receber, etc.

O que é que eu encontro de comum em muitos dos que me têm procurado; o planeta regente ou residente da Casa 7 desafiado, (poderá ser por outros) mas para o caso vou apenas apontar Saturno. A condição da Lua, na maioria das vezes faz eco.

De alguma forma, os valores relacionais foram apreendidos com uma necessidade de esforço, um padrão de limitação começou a ser formado sejam quais forem as razões para tal. E perdura até hoje. As dificuldades sentidas na infância, padronizaram comportamentos que acabam por provocar antigos re-sentimentos ao se perpetuar os ditos, inconscientemente.

Como seres pensantes, existe a necessidade de se analisar o assunto, discutir, cobrar à outra parte as faltas. O que se sente tem que ser intelectualizado, esmiuçado e explicado. O intelecto e as razões tomam conta.
Turvando o cerne da questão, o porquê do o padrão relacional que adoptou para si mesmo e que para o viver vai procurar quem lhe faça repetir as mesmas sensações, as vezes que forem precisas.

Ou seja, não se sentiu devidamente valorizado, foi sempre difícil confiar, não lhe dedicavam o carinho que necessitava, a compreensão, a atenção, sentia-se privado de liberdade, de diálogo? Fazia tudo para agradar e nada era suficiente?
E agora com 50 anos ainda sente isso? Será que a culpa é mesmo do outro?

Aproveitando a Lua Nova em Leão, para clamar o amor a que tem direito, não necessariamente uma dívida dos outros, mas sim uma dívida nossa para com nós próprios.

15 de jul. de 2011

isto não é um receituário

...apenas um conjunto de reflexões entre Agrimony e a Casa 12; os que ali têm planetas residentes conhecem, a dificuldade de se sentirem totalmente agradados e integrados, uma carência intimista.

Sendo aquela Casa a sua prisão mas também a libertação.

A prisão, quando isolada dos demais, quando não se obtém satisfação para a necessidades - Lua, para o que dá prazer - Vénus, para o reconhecimento - Sol, para a vontade - Marte.

A verdade não é que os outros não nos vejam, não queiram saber das necessidades, ou do que desejamos e queremos. A verdade é que silenciamos, que protegemos, que deixamos de praticar o fluxo de saída Não se transmite aos outros aquilo que se sonha e por vezes a torrente jorra em catadupa em vez de fluir...dando origem a erupções...e reacções as quais no seu pior nos remetem para o tal silêncio confortável.

A libertação, o nosso mundo, o silêncio que apazigua, a fronteira entre o real e o irreal tão fácil de transpor. Ali não há ameaças ou desilusões. Elevamos-nos, afastamos-nos mais.

Vai-se vivendo como somos, como estamos reflectidos no mapa astrológico. Neste podemos conhecer o que é mais desafiante e o que é mais fácil; sendo que o desafiante não pretende ser "apenas" uma corroboração do que somos - sou assim e pronto - mas como mapa que é, um instrumento para ser usado, no auto-conhecimento das potencialidades e do que nos é necessário praticar e melhorar...obtendo mais-valias do que com a velha atitude de que sou assim e pronto. Que está padronizada obtendo os resultados a que se habituaram, tantas vezes diferentes daqueles que no recanto da Casa 12, se sonham.

Não me esqueci da Agrimony ...is the remedy for people who keep their troubles hidden under a mask of pleasure and happiness. The sad clown masking inner hurt by being the life and soul of the party is an Agrimony archetype. Friends are often the last to know that anything is wrong in the Agrimony person's life.

10 de jun. de 2011

novas oportunidades

Os que me conhecem sabem que defendo a necessidade de se olhar para trás, leia-se entender anteriores desafios para que se viva em pleno o presente, tirando o maior partido das coisas fantásticas ao nosso alcance.

Existe actualmente no "ar", uma certa dinâmica de expansão, no que toca a expectativas e recompensas, isto é o que nos indica Júpiter na nossa carta natal, esteja ele onde estiver. Tirando a conotação religiosa, onde está a nossa fé.

Neste momento este planeta passa por uma certa Casa no mapa natal de cada um, ou seja onde está o signo de Touro, que como sabemos regido por Vénus tem características de  gostar de valores palpáveis, de saborear a vida com conforto e prazer. É natural que esta característica seja expandida por esta passagem e mais  sentida na parte da nossa vida, que é reflectida pela Casa onde se encontra Touro.

A última vez que Júpiter esteve aqui, foi entre meados de 1999 e 2000, alguns poderão recordar o que na época esteve em jogo, o que acreditaram ser possível.

Se bem que não possa deixar de indicar que naquela altura, Saturno transitava também em Touro, ou seja se um indicava expansão o segundo, apontava para restrições e que as ditas recompensas poderiam não vir como as pensávamos.

Neste novo ciclo, Saturno também sob cores de Vénus mas em Libra, deixa Júpiter sem sombra,ou limitações. Por isso caso se perfilem situações que nos façam reportar ao passado, é possível que  o desenrolar seja diferente. Ou que o que ficou por entender na altura passe a fazer sentido agora.

5 de jun. de 2011

cheque-mate

A justiça dos arquétipos não se verga ás vontade dos humanos. Não me devo enganar, de que apesar das sondagens, estas eleições mexerem com todos aqueles que conhecem e sentem o significado da palavra democracia.

A carta do JS não deixa de ser uma fantástica lição para todos aqueles que procuram nas cartas astrológica o reflexo do que acontece na realidade do individuo.

Começando por olhar o arco solar, Saturno desde há cerca de 1 ano, que ataca Neptuno regente da 12ª, as coisas "escondidas" que têm vindo à superfície, Saturno rege a Casa 9 e 10ª, em se tratando de um chefe de governo, os assunto de justiça, as estruturas e as tentativas de reformas que me escuso a comentar.
Neptuno na Casa 6, serviço público e regente da 12ª, o estado de negação e o completo desnorteio, perca de focalização nos problemas reais.

Hoje a Lua progredida oposta a Úrano (tensão emocional), Úrano regente da Casa 11ª, a dos nossos pares, a Lua natal encontra-se nesta Casa natal, indicando a necessidade de mandar. hoje a progredida sugere uma sensação deve ser de isolamento.

Acompanhada pelo transito de Plutão. regente a Casa 7 em quadratura com Júpiter regente da 8ª; a popularidade versus a valorização pessoal (como os outros nos valorisão). Creio que o próprio terá confiado numa vitória.
cheque-mate

Neptuno oposto a Plutão, dissolvendo o potencial de popularidade. Júpiter oposto a Neptuno, o idealismo próprio que não poderia sobrepor-se à vontade de um país inteiro. Marte co-rege a 12ª sentado no Ascendente faz uma quadratura à Lua Natal, a brusquidão e perca pessoal.

17 de abr. de 2011

quanto

quanto, quanto; Plutão tem rondado os graus Cardinais (4º-7º) mantendo uma orbe apertada.
Quem tem estes graus, ocupados por planetas natais ou ângulos, tem sentido  a reflexão desta energia na sua vida. Tem experimentado a força do poder ou da impotência, aquela que leva à libertação.
Não é um processo ligeiro, chegar aos extremos nunca é. Mas é de Plutão que falamos, que não faz nada por menos, ou tudo ou nada.

Muitos no decorrer terão visto a luz, interior, aquela que os guia no escuro mais tenebroso do fundo do poço. A luz que os fortalece, e os trás ao de cima como se fénixes fossem.

Plutão, neste momento está retrógrado e os seus reflexos, podem ser sentidos; alguns daqueles momentos que se viveram na descida, perfilam-se, alguns dos sentimentos espreitam, os medos, as dores, a impotência, a solidão...afinal Saturno também está retrógrado, reflectindo a necessidade de se tornar real, aquilo que se aprendeu. A morte do passado, para que o novo vingue. Aqui não acordo possível.

A responsabilidade de se criar uma realidade mais autêntica, depois da transmutação pessoal. Até Setembro poderemos ter que rever aquilo que considerámos já consolidado, aquilo que deixámos ainda...

Caso esteja a pensar, que tanto fez, tanto se esforçou e que nada mudou, pense outra vez e pense que a verdadeira transformação vem de dentro para fora e, que antes de tudo existe a ideia.

Lembre-se com carinho daquilo que descobriu em si, do que o fez chegar à libertação. Não precisa repetir  a dor toda, basta que se se lembre e reveja o que ainda falta para que a libertação se sobrepunha às tendências de controle.
Quanto controle exerce sobre si, quanto quer controlar os outros.

A Lua  Cheia de hoje, Libra - Áries, parece trazer ao de cima as necessidades intrínsecas, do outro, da comunhão e as do nosso ego.

3 de abr. de 2011

passaram 6 anos...

de vez em quando faz bem olhar para traz, para nos lembrar-mos onde estamos e o que andámos. Numa altura em como dizia uma amiga ontem, - enfim coisas acontecem, depois de tanto tempo em que tudo parecia emperrado, vejo todos à minha volta a fazerem... claro que eu me lembrei logo do grupo enorme, quase todos os planetas, em Áries.

Se bem que Mercúrio retrógrado, o que até é bom atendendo a que Mercúrio em Áries tem aquela tendência para a precipitação, dizer antes de pensar. A comunicação pode ser atropelada ou "criar" uma guerra desnecessária. Retrógrado trará um certo equilíbrio a esta tendência.

Já se sabe que na parte da carta pessoal, onde ele estiver nesta altura, será essa a área de vida que lhe estará a chamar a atenção, que necessita de uma revisão, de um plano e possivelmente de uma alteração a pôr em pratica lá para o fim do do mês, depois da devida ponderação.

Recuemos 6 anos (2005), desde que Mercúrio esteve retrógrado em Áries, ou seja que esteve na mesma Casa onde se encontra agora, passaram 6 anos e a vida provavelmente mudou desde então. Mais coisa menos coisa 7 anos e, Saturno tocará naquele mesmo ponto do mapa pessoal, onde esteve então; numa altura em que decisões foram tomadas.

Naquela altura, para os que se lembrarem, havia também algo a germinar, sendo em Áries alguma acção ou decisão pessoal que se perfilava e que ruminavam. Nesse tempo Júpiter estava em Libra, as acções necessitavam aprovação dos outros, como se a expansão pessoal estivesse ligada aos outros, Saturno em Câncer, as decisões pessoais estavam coloridas por uma certa dureza ou nalguns casos a sensação de falta de apoio.

Este ano as condições são outras, a iniciativa muito maior, todas parecem ficar à mercê do empenho pessoal, Marte e Úrano juntos já se sabe, por isso o universo é inteligente e sugere um mês para se ponderar nas acções em que sentimos ter de actuar ou agir. Não é ficar parado mas ir juntando as peças, as ideias, os papeis, as informações....

Se a estas condições cósmicas juntarmos o simbolismo da Lua Nova em Áries, de algo a ser iniciado, dentro de um mês com Mercúrio já directo estaremos na Lua Nova em Touro. O signo da construção, nada mais natural que depois do plano se dê inicio à construção. Aproveitando o impulso de Júpiter (expansão) conjunto com Marte (impulso) ainda em Áries, para a erigir.

Mercúrio e Vénus estarão conjunto, as comunicações perfeitas e ideais. Afinal Neptuno chegou a Peixes, o incondicional a tomar conta do todo, Saturno lá continua em Libra, justiça seja feita.

26 de mar. de 2011

água

mole em pedra dura..., o adágio que me ocorre quando penso no resultado visível de uma passagem de Neptuno. Depois da confusão, não entender, só se sentir desconexão, solidão e uma vontade louca de fugir...sem se saber bem para onde.

Esta é a altura que os outros não nos entendem, que alguns resolvem ir ao psicanalista ou tomar algo, numa busca vã da solução imediata.
São fases de vida mais ou menos longas, este planeta também se move lentamente e por isso os resultados às vezes só visíveis ou concretizados quando termina o encontro exacto. Ou seja quando este deixa de "incidir" naquele ponto da carta natal. O que esse ponto representa na nossa vida, a área que estará a ser trabalhada.

No caso Sol, vamos dar connosco "obrigados" a largar alguns padrões da nossa essência que fazendo parte da nossa natureza, nos prendiam a medos e certezas. Estes ao se dissolverem conduzem-nos a uma liberdade que desconhecíamos.Uma libertação de dores egocêntricas.

Com Neptuno, essa liberdade é interior, Neptuno não se rege por burocracias e organizações como Saturno, ou por poderios como Plutão.
A energia de Neptuno muito mais subtil, é o acordar espiritual, o exercício é de dentro para fora. A viagem é dentro de nós. Só vale a pena ir à Índia, se estiver disposto a viajar consigo mesmo e aceitar que pode descobrir um outro eu.

Como isto de nos descobrirmos e de que caminhemos para a simplicidade do eu; exige que algo se dissolva, notamos com dor muita da realidade a desfazer-se, um mar de descontentamento. Até se pode pôr uns óculos mas a ideia não é vermos aquilo mais rosa, mas sim criarmos algo de novo com a descoberta.

A sensação de liberdade acompanhada por sentido de integração num todo muito maior que o nosso mundinho terreno.

Esta semana, o exemplo da realidade que se desfaz foi excitante; falo do ex 1º; Neptuno em trânsito oposto, a ficar exacto, do Plutão natal, regente da Casa 7, o parceiros e parcerias que se desfizeram. Acompanhado por um arco solar exacto de Saturno a Neptuno na Casa 6 (serviço público), o sonho ao serviço público, a ser desafiado pela sua resiliência e obstinação, Saturno regente do MC.
Não partilhada pelo visto. Onde resultou numa posição solitária.

6 de mar. de 2011

somos...

sonhos e mudanças, ultimamente tenho ouvido várias pessoas relatarem sonhos coloridos, algumas deveras espantadas já que não se lembravam de alguma vez ter sonhado.

Interessante que nesta altura, Neptuno esteja a a sair de Aquário, para entrar no signo que rege, Peixes; o dos dois peixes, onde o mundo tangível e o intangível, se confundem, nos confundem, a dificuldade de escolher, muitas vezes a abstinência em escolher.

Com a entrada de Neptuno em Peixes, os que têm planetas pessoais em Virgem, Gémeos,Sagitário e no próprio Peixe (os signos Mutáveis), consoante a exactidão do grau, vão sentir fortemente esta influência.
A mesma que sentiram os que estão agora a terminar o processo, aqueles que têm planetas pessoais nos últimos graus dos signos Fixos (Leão, Aquário, Escorpião e Touro), um período de confusão, indecisão que no seu melhor terá obrigado a uma viagem transformadora, aquela que nos levou a aprender a aceitação quando deixamos dissolver as resistências egocêntricas que nos prendem e criam a referida confusão. Não culpemos Neptuno, mas sim a nossa resistência.

Entretanto Úrano electrizante entra no impaciente Áries, ao contrário de Neptuno não deixa tempo a divagações, muda. São tempos electrizantes, plenos de oportunidades. Com esta atmosfera, resistir só trará desconforto e insatisfação, as mudanças terão mais do que nunca vir de dentro, da nossa verdade, para que aquelas que se materializam estejam de acordo com o nosso plano divino.

Vivemos tempos absorventes, que nos tiram muitas vezes do nosso centro de equilíbrio, mesmo depois de o já termos encontrado.
Manter este equilíbrio interior será na minha opinião o maior desafio e ao mesmo tempo a única forma, de aproveitar estes os ventos em nosso beneficio. Quando não a sensação será que "as coisas" acontecem sem termos tido qualquer responsabilidade.

Esquecendo que somos muitos mas somos só um na realidade.

26 de fev. de 2011

bco & negro

claro e escuro, ambivalências que todos temos, poucos são as que têm o dom de as usar com a mesma força, na hora certa sempre que precisam de uma ou de outra; quase todos conhecemos as conhecemos no emergir mas nem tantos os que a exploram, aprofundam.


Hoje vi um filme que me transportou para o reino de Escorpião, não apenas pela sensualidade mas pela necessidade de morrer para se transformar.  Morte, que podendo não ser a morte fisica, tem que que ser morte de algo para que haja lugar para o novo, ou o reprimido.

Falo do filme Black Swan, quem já viu, assistiu à necessidade de libertação, uma necessidade que se torna em obsessão.

Por curiosidade, espreitei a carta do homem que escreveu o enredo original e o que na vida deste se passava à época.
   
Tchaikovsky. Em 1877, quando estreia o Lago dos Cisnes, que na altura foi um fracasso, é também o ano em que se casa, para se redimimir, fugir das tendências homossexuais que o confundiam. Sem dúvida o seu cisne negro.

Nessa altura, o homem que nasceu com uma quadratura Úrano (irreverência) - Saturno (tradição), sendo Saturno regente da sua Casa 7 e 8ª parte do prefil sexual, é natural, alguma ambivalência. O desafio entre o diferente e a tradição, muito provavelmente pontuaram as suas relações.

No ano em que se vê atormentado pelas ambivalências, um arco solar Neptuno (visionarismo e dissolução) está em cima de Úrano, activando, dissolvendo e confundido o homem. Na altura opta por casar, por forma a calar o mundo e provavlemmente numa tentativa de matar o seu cisne negro. Ou um hino à libertação.