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9 de fev. de 2008

O Casamento foi inventado pelo Homem



Muitos já saberão quão verdadeira é a frase " a minha cabeça é um mundo", aprenderam nas muitas viagens que fizeram, qual Julio Verne, falo das viagens internas, que nos põem em contacto com a nossa essência.
As etapas desta viagem são por vezes difíceis, outras lúdicas, o importante é que estas nos tragam de volta mais ricos e conhecedores dos nossos labirintos.

Assim vale a pena, quando sentimos que a certa altura mudámos, sou uma adepta da mudança=evolução, e como astróloga estou atenta ao relógio planetário, não para cingir as minhas necessidades antes pelo contrário para as agendar e planificar. Como quando temos fome e olhamos o relógio e ao ver que já é 1 hora da tarde o melhor será pensar no almoço, se ficarmos por um snack (maçã) é provável que ás 3 horas da tarde já se tenha fome e por este andar vai ficar tudo fora de hora.

Mas voltando à mudança, aquela que vem de dentro, estando nós em constante processo de mutação não é necessário que nada aconteça de palpável para que esta se dê.

Nesta altura deixo para trás um período de "reshape" onde aparentemente nada mudou, mas onde as minhas necessidades mais prementes se alteraram, agudizaram e transformaram.
Úrano (individualismo/independência) fez bzzzzzzzzzzzzz na minha Lua (minhas necessidades), que regendo as casas VII (relacionamentos) e VIII (transmutação entre outras coisas) e como acontece muitas vezes, a simbiose entre o acordar e enfatizar das necessidades próprias e as que eram conhecidas até ali por quem nos rodeia, não é possível, o que leva a inevitáveis afastamentos.

Caso eu fosse casada, a aproximação de um transito como este alertar -me -ía para períodos de tensão e desenvolvimento, que poderiam ou não levar a um afastamento do casal.
Conheço alguns casais que passaram este e outros transitos de igual pressão, sobreviveram e fortaleceram a união. Quando indagados acerca do que aconteceu recordam as dificuldades e transmitem a sabedoria de quem ultrapassa uma tormenta.

Não são os movimentos astrológicos que mandam nos relacionamentos, a minha resposta para pessoas querem saber se tudo vai correr bem como se isto fosse totalmente dependente do acaso.
Os relacionamentos estão directamente ligados às nossas necessidades básicas, que gritam por muito que as tentemos amordaçar por medo, porque estas deixaram de estar de acordo com o modelo que escolhemos para nós. Modelo esse a que queremos confinar as nossas necessidades.

É um privilegio encontrar um só alguém que nos acompanhe nesta vida, atravessando as várias fazes de crescimento e de tensões. Caso não nos seja concedido este, aproveitemos a oportunidade de dividir a nossa com todos aqueles com quem faça sentido fazê-lo na nossa vida.

15 de jan. de 2008

Moodiness

A mesma paisagem, consoante a hora, a época do do ano, condições climatéricas vai parecer diferente, renovada, silenciosa ou agitada transmitindo uma imagem diferente que nos provoca sensações diversas. Normalmente andamos tão a correr que nem notamos nada além da chuva ou do vento, não notamos a tonalidade, o cheiro não absorvemos as sensações mais subtis para além do frio ou desconforto de um dia de chuva.

Assim como as condições se alteram à nossa volta; também se alteram dentro de nós, um dia estamos mais dispostos a começar algo de novo, se calhar quando a Lua passou, como hoje por Carneiro, outras há que necessitamos de nos sentir protegidos emocionalmente, talvez quando a Lua esteja a transitar pelo signo de Caranguejo. O movimento é no entanto muito rápido, muda de signo a cada 2 dias.
A nossa paisagem interior está também em constante mudança e sujeita a condições planetárias. Ou seja se num belo dia de chuva preferimos ficar em casa, também as nossas necessidades podem divergir com a Lua.

Mais importante do que a Lua ou o Sol ou ainda outro Planeta estar a passar por determinado signo, é o mecanismo que pode ser disparado na nossa carta pessoal, activando uma predisposição natal.
A minha imagem mental para estas situações é a de várias portas para as quais temos as chaves na mão; só que sem etiquetas, não sabemos qual abre qual, de repente abrimos 2 ou 3 de uma assentada. Como aquele dia que conseguimos resolver 3 ou 4 assuntos chatos que se arrastavam.

Caso o transito, não toque um ponto crucial da nossa carta, provavelmente não chegamos a notar a coloração do mesmo, quero dizer a energia que o acompanha ou abertura de qualquer porta.

A não ser no caso dos mais lentos, como é o caso do de Saturno; ainda por cima porque este sendo o tal que nos testa, afecta alguma área da vida cerca de 2-1/2 anos.
Assim quando jantamos com amigos, da mesma idade, talvez todos com o Saturno no mesmo signo, estaremos todos a reclamar o mesmo tipo de pressão que poderá apenas divergir na área de vida de cada um, estas representadas pelas diferentes casas astrológicas.

3 de dez. de 2007

Lua Peregrina


Lua Peregrina = a Lua isenta de ligações Ptolemaicas aos restantes Planetas.

Sabemos que a Lua representa a nossa necessidade, e que é a necessidade que nos move, nos provoca, nos impulsiona.

A Lua peregrina vê aumentadas as necessidade, num desatino dissociativo de tal modo que pode em nome da necessidade implícita (Signo), sobrepor-se à necessidade básica do ser humano, a da sobrevivência e a da conveniência.

David Lynch tem a Lua peregrina em Virgem, uma necessidade de ser correcto, exacto e discriminativo. Virgem é um signo caracterizado por alguma timidez, low-profile. Não quero dizer com isto, que se sintam menos capazes, muito pelo contrário, a necessidade de correcção rouba espaço ás manifestações desgarradas.
Tendo recentemente dado uma masterclass de Meditação Transcendental, sobre a qual ouvi
comentários ferozes e mordazes, por parte de alguns críticos da praça.

Neste caso Lua rege a casa IX, casa que rege entre outras coisas a filosofia, a mente abstracta e as visões, ilustrando aqui como a filosofia do homem se sobrepõe à sua necessidade perfeccionista que o poderia levar a evitar todo e qualquer tipo de exposição. Ocupando a casa X, a necessidade de trazer a público incorporando na sua carreira.

Marlene Dietrich é outro exemplo fantástico, a Lua peregrina em Leão logo uma necessidade enorme de reconhecimento, respeito, e de se sentir honrada ainda por cima rege a casa XI e a esconder-se na XII. A mulher por detrás da artista continua um mistério. E é a sua actuação indirecta (cinema) que lhe irá trazer as honras pelas quais anseia. po

26 de nov. de 2007

Tudo é importante


Sendo a Lua a digna representante da nossa necessidade imperial, ou seja a que nos faz correr, sim porque é a necessidade que nos leva à acção: o Sol dinamiza e ilumina as razões, a Lua é a nossa irrequietude.

Sempre que em conversas de ocasião me dizem ser Leão, Virgem ou outro signo qualquer, sorrio educadamente e se for oportuno, pergunto pela Lua.

Para constatar que a posição ou signo desta é na maioria das vezes desconhecido, caso a conversa se estenda e o teor o permita, divirto-me a adivinhar a Lua da pessoa, pelo tipo de necessidades que me são dadas perceber.

Astrologicamente defendo que precisamos ter em conta o todo, não Elementos ou aspectos separados. No entanto convém entender cada um Planetas para depois entendermos os meandros e misturas, que irá resultar no mundo que cada um de nós é.

A expressão "a necessidade faz o engenho", é muito apropriada e que resume fidedignamente a expressão comportamental a ser manifestada pela Lua.

O signo em que a Lua se encontra vai ilustrar diferentes necessidades, ou seja podemos ter um sala com 12 Escorpiões, cada com a sua Lua num signo diferente, uma Lua em Sagitário como a minha, a querer ser respeitada quando exprime opiniões, outra Lua em Carneiro, a querer ser o primeira numa constante auto-promoção e assim por diante.

De seguida acrescentamos à necessidade já identificada, a posição em que se encontra no horóscopo ou seja, a casa que ocupa, o palco de actuação. Aquela Lua em Carneiro e na casa VIII, vai querer ser o primeiro a cortar a meta e quer ter lá todos os canais de televisão para cobrirem o feito. Ao passo que a outra Lua em Sagitário a residir na casa XII, vai continuar a querer opinar mas de uma forma resguardada, ou seja sem a presença dos holofotes.

Escrever um blog é o local quase ideal.

Com conhecimento, do signo, ficamos com uma ideia muito clara das necessidades da pessoa, falta-nos perceber que área da vida está por detrás desta ansiedade, isso ser-nos-á desvendado pela casa regida pela Lua; regendo a V, a necessidade expressa pela Lua prende-se directamente com a criatividade do indivíduo, ou na regência da casa X com ansiedades profissionais, etc.

Com estes preciosos elementos na mão vamos em busca do factores modificadores, ou seja os Planetas e aspectos que vão de alguma forma alterar e condicionar a expressão da necessidade básica.

Entendermos a nossa Lua é conhecermos a nossa necessidade básica.