10 de dez de 2008

acreditar


em tempos de crise como a que o mundo atravessa actualmente, é fácil entrar em pânico e na histeria colectiva, para isso muito contribuindo o grau de crise individual. Essa, a individual já sabemos é quase sempre a mais avassaladora que põe em causa uma série de crenças, status, perspectivas de vida. Fazendo parte do ciclo de vida, todos de alguma forma em algum dia vamos enfrentar uma destas, refiro-me ás individuais. Neste momento parece haver um maior número de pessoas a sentirem a mudança já efectiva ou que se aproxima. As reacções são diversas, pânico, revolta, confusão, perplexidade. Em alguns casos, os planos B e C parecem estar condenados. Encostados à parede este é o momento de se praticar tudo o que se aprendeu, de recorrer aos únicos bens que ninguém nos pode confiscar, aqueles valores que temos estado uma vida inteira a solidificar. Falo dos valores como a fé, e a auto-estima, astrologicamente representados pela casa II e seu regente; na era moderna, os valores monetários têm servido para substituir os outros, comprando status e, até afectos. Agora que os monetários poderão entrar em colapso, vale a pena reflectir e contabilizar os outros. Por todo o lado lemos que quando desejamos algo, basta que acreditemos e actuemos ou agradeçamos como se já tivéssemos obtido a graça ou o tal algo. Parecendo fácil, é talvez das coisas mais difíceis, acreditar, principalmente porque se trata de acreditar em nós, que temos direito, que merecemos, que vamos conseguir, etc. Parece que é chegada a hora para uma série de nós de pôr em prática estes recursos, ao mesmo tempo que se for o caso transmutamos perspectivas. Não há nada a perder, por isso vale a pena arriscar e acreditar que para frente a estrada será sempre melhor que a deixámos para trás.

12 comentários:

maria de fátima disse...

Olá Ana Cristina é difícil acreditar, mas é muito importante acreditarmos que o dia de amanhã será sempre melhor que o de hoje.Beijinhos e tudo de bom para ti.

Ana Cristina disse...

Isso mesmo :-), igualmente.

Anônimo disse...

Subtil é o senhor !

... o Universo encarrega-se de transformar aquilo que tem de ser transformado, tenta sempre de uma forma "gentleman" mas quando vê que o caminho não pode ser esse encarrega-se de "arregaçar mangas" e transformar o que tem de ser transformado ! E cada ser tem a sabedoria de fazer o que tem de ser feito.

Como um grande ser da nossa Humanidade disse : " Subtil é o senhor ! "

Luis

Ana Cristina disse...

Olá Luis,
Seja bem-vindo. Não conhecia a frase mas faz todo o sentido, obrigada pela contribuição cheia de fé :-)

cova-do-urso disse...

Ana Cristina

Um belo conselho. É o primeiro passo num processo interno contra as coisas à nossa volta, sobretudo os media, que encharcam de medo, a pretexto de «informar», como se não fizessem editing ao que informam, de forma a acorrentarem as pessoas ao medo que transmitem, para garantirem audiências, que lhes trarão €€€ em forma de publicidade. E a maioria de nós a embarcar nisto.

Transmutar as perspectivas... Ideia interessante. Comecemos por coisas práticas, assim: que tal estarmos 5 dias seguidos sem ver os telejornais?

Garanto que ao 3º dia as pessoas já estariam mais tranquilas e começam as transmutar as perspectivas do medo da crise, da falta de dinheiro, de tudo.

E continuarmos a ser.

Maria Paula Ribeiro disse...

Boa noite Ana,

"Falo dos valores como a fé, e a auto-estima, astrologicamente representados pela casa II e seu regente"

Ainda bem que tenho: Casa II com cúspide em Touro, regida por Vénus na casa III em Gémeos. Sol(II/Gémeos) em trígono com Plutão na casa VI em Balança; Sol em trígono com Júpiter na casa XI em Aquário.
Entre outros, possibilitaram-me esses valores interiores que tão bem falas, valores que não me deixam vacilar (tremer sim), quando o sr Pluto está aí, transmutando-me em força, num período de "crise" interior e exterior (entenderás melhor no exercício 10 da sala 1 da escola)

E se a "necessidade aguça o engenho", que assim o seja. Para frente é o caminho....

Corroborando o que o "ursinho" da Cova disse, eu não vejo televisão (foi um processo gradual de alguns anos para cá). Prefiro ir ao cinema, onde um filme é ficção,mas com fundamento real, enquanto a televisão, é uma "realidade" com fundo fictício, na grande maioria das vezes...
Ah, e presentemente, não dispenso um bom blog, onde encontramos realidades, de um mundo real!

E sem sombra de dúvidas, ficamos mais tranquilos! ;)

:=) Beijo

Ana Cristina disse...

António, escolher a informação que nos é necessária e somente esta, todo o resto é abraçar o papel de marioneta. Penso que esse desafio de evitar os telejornais 5 dias seguidos, para muitos seria como uma terapia :-).
Abraço

Ana Cristina disse...

Maria Paula, sim tranquilidade é um bem precioso para nos podermos escutar e serenar o mundo à nossa volta.
Beijo

HighLander77 disse...

Ana,

Adorei o seu texto!
O que e a fe? E o que resta quando a razao nao consegue explicar algo.

Se na altura os nossos "antepassados", nao acreditassem que conseguiriam vencer o Adamastor, quem sabe se hoje a India nao seria um territorio aliegena?

Vencer os nossos demonios e os demonios que nos sao impostos e o que nos e proposto. Acreditamos ou nao?

YES I CAN!
YES WE CAN!

Beijinhos,

Paulo

Ana Cristina disse...

Paulo.

fé=força=acreditar=libertar=ir=fazer=viver,

whatever :-)

Beijo é bom vê-lo por aqui.

Thomas Gazis disse...

Ola Ana! Ya no hablo Portugues pero tienes un blog muy lindo! La tematica y la estetica son fantasticas, congratulaciones!

Thomas Gazis
Grecia

Ana Cristina disse...

Thomas, the true is that I understand you, the same I couldn't say about me in Greek language.
Thank you so much for your grace and praise.

Abraço