astrologicamente

6/Jul/2009

missão impossível


Filmes como a Missão Impossível, levam-me para uma analogia com as missões impossíveis que cada um de nós terá ao longo da vida. Estejam estas envoltas em questões saúde, trabalho, amores, ou uma outra área qualquer. Sendo a nossa missão vai ser sempre a mais difícil e mais penosa, aquela aonde nos vamos sentir sozinhos a enfrentar todos os perigos, onde levados ao auge da tensão, desistimos de nós e arriscamos tudo.
Astrologicamente o posicionamento de Saturno na carta natal, está muito ligado a esta sensação de missão; sendo a área onde mais trabalho nos é exigido, onde mais ambicionamos ser independentes, onde nos refugiamos em busca da estabilidade e onde nos sentimos sozinhos e reprimidos. Por tudo isto é também a área em que cada um nós verá os seus esforços galardoados pelo respeito e pela idoneidade. Onde seremos nós os heróis da trama.

Numa breve volta pelas 12 Casas e antecipando as potenciais fricções quando Saturno lá reside ou rege:

  • 1ª A personalidade conservadora, auto-disciplinada, lutas egocêntricas e relacionais.
  • 2ª Os assuntos se segurança, materiais e de auto-estima, correr riscos e viver situações que pondo em perigo o que se construiu.
  • 3ª O processo mental e discurso são sérios e pesados, principalmente na infância, pode haver tendência para depressões.
  • 4ª Os peso dos deveres em casa, abandonar o passado e enfrentar os receios do desconhecido, do mundo lá fora.
  • 5ª Relaxar é difícil, a criatividade toma forma, correr riscos financeiros e amorosos,.
  • 6ª O trabalhador a quem se dão as tarefas que exigem mais dedicação, riscos de saúde a importonar as rotinas.
  • 7ª As relações, provavelmente com alguém cronologicamente mais velho e mesmo assim a estabilidade poderá ser desafiante.
  • 8ª Situações financeiras de parcerias e a vida sexual serão áreas que dão um trabalho acrescido.
  • 9ª As filosofias são abordadas com conservadorismo, relações internacionais e com a lei deverão ser assuntos a ter em conta.
  • 10ª A necessidade de importância e poder, crises ameaçadoras do que se convencionou como statu quo.
  • 11ª O trabalho incessante para se verem os desejos realizados, ansiedades amorosas, o número de amigos também pode ser restrito.
  • 12ª Cedo se aprende a esconder problemas, a solidão poderá ser algo a desejar ou a evitar.

2/Jul/2009

Começar,


..., fazer e manter são elos de uma cadeia que pode ou não ter continuidade; não sendo a 1ª vez que falo dos arquétipos de Úrano e Saturno, como regentes da Casa 11ª que entre outros assuntos é palco da afirmação individual entre pares. Se Úrano em transito agita um ponto crucial na carta natal é um forte indicador de um período em que se potencializam inícios, novidades, mudanças quando a necessidade individual se sobrepõe ao comportamento usual, eu comecei este blogue (Úrano - Lua) apesar do comportamento reservado que me caracteriza, no caso era a exposição pública...

Depois da obra começada ou da ideia lançada, para ambas, terá que haver o compromisso e vontade de se manter, trabalhar e concretizar a parte mais saturnina. Nos períodos pródigos em ventos uranianos, dever-se-à contar com o inesperado, seja com a vontade de mudar tudo e arriscar, seja pela proliferação de coisas que se nos apresentam e nos provocam novos quereres. Estas vontades repentinas de alterar, fazer e acontecer são fantásticas e verdadeiros geradores de mudanças desde que aproveitados com a certeza de que a oportunidade de mudar está ali naquele momento e pode muito bem ser a passagem para outra e ainda outra.
São fases da vida algo longas por isso não devemos ter pressa em tirar conclusões. Acontece por vezes que algo iniciado durante um período destes, venha mais tarde a carecer de uma estabilização ou um motivo menos individualista, como eu tenho pensado em qual o propósito de continuar com este blogue, já me expus e agora os motivos têm que evoluir para outro patamar ou então deixa de fazer sentido. Como aquele romance que acontece (Úrano - Vénus) de repente, também é subitamente que tomamos consciência de que foi uma loucura e que não não faz sentido continuarmos. O universo está muito bem projectado, se bem que por vezes não nos pareça assim, a seguir a um período de rebelião vem um de acerto.

Como se o Universo nos disponibilizasse uma megastore de possibilidades, ao entrar ficamos fascinados com a diversidade mas ao andarmos pelos corredores vamos vendo mais coisas, uma que nos agrada mais que a outra e vamos descartando escolhas é que mais à frente na caixa registadora vamos ter que pagar as compras.

30/Jun/2009

hard work


Na sequência das Casas astrológicas, eis que chego à 10ª. Os que estudam astrologia sabem que falar desta é falar do arquétipo de Saturno, o regente de Capricórnio. O planeta dos 7 anéis, cuja simbologia se prende com a materialização dos propósitos na realidade.
Cronus, deus Grego, pai de Zeus, Saturno não gosta de chicos espertos e também não é de passar a mão pela cabeça e deixar passar asneiras impunemente. O amor autoritário, aquele que nos agarra pelos colarinhos ou nos põe de castigo, obrigando a olhar de frente e a nos sentirmos responsáveis pelas nossas acções.
Por isso naquilo que Saturno que toca numa carta natal, quando em trânsito, é para essa área da vida que se viram as nossas atenções, uma oportunidade de corrigir, trabalhar ou premiar, quando reconhece a maturidade, dedicação e temperança. Como regente das fundações, no nosso corpo rege também o esqueleto, ossos e dentes.

Vivemos uma época profundamente saturnina, o que nos permite ver as várias faces do arquétipo, estando em Virgem o seu sentido de dever e disciplina a organizar o quotidiano, ao fazer uma oposição com Úrano, a instabilidade própria das mudanças e o receio do que se desconhece, a resistência da tradição perante a novidade, a necessidade de improviso. Ao mesmo tempo que sendo dispositor de Plutão em trânsito, o que intensifica o arquétipo de Saturno ao juntar o poder à máquina burocrática, as estruturas são transformadas o que significa deitar abaixo, o que estava poder antes de erguer novas. Esta transformação tende a custar mais já que quando se fala de Saturno e se pensa no signo de Capricórnio, pensamos em lentidão e apego ao tradicional, a pouca flexibilidade torna esta transformação mais dramática, facilitar é um exercício difícil para os valores saturninos, onde há uma necessidade grande de delinear e organizar, tomar conta.

Quando vejo uma carta cheia de planetas na Casa 10ª, antecipo a grande necessidade de afirmação por via da profissão, normalmente esta vem modelada por um dos exemplo parentais, o mais forte. Os planetas na Casa 10ª, a da vocação, a da nossa prestação ao mundo, aquela em que queremos ser reconhecidos, é natural que adoptem essa postura de seriedade, prudência, reserva e compromisso. Uma necessidade de controlar, organizar e gerir. Nem todos terão Capricórnio nesta Casa, por isso o simbolismo dos valores atrás referidos toma uma tonalidade mais, a do signo de se encontra na cuspe da Casa.
Josephine Baker é daquelas personagens eternas que até hoje é recordada pelo seu legado, no caso artistico e social, a carreira artística e como as adversidades foram transformadas em responsabilidade perante o que era necessário reformar no convencional da época. Não aceite no país onde nasceu, numa América ainda cheia de preconceitos racistas, é na Europa que triunfa e nas suas visitas ao país natal não deixa de se engajar em movimentos de combate ao racismo. Josephine tem na sua carta natal um fantástico stellium na Casa 10, regida por Mercúrio, o signo Gémeos na Cuspe tornam esta sua frase acerca da educação muito apropriada arquetipicamente.
Interessante também notar que Úrano na sua carta regente a Casa 6ª, a inviduação e as ideias progressistas, está disposto por Saturno, que rege a sua casa 5, e se coloca na 7ª, a exposição publica das suas capacidades criativas.

We must change the system of education and instruction. Unfortunately, history has shown us that brotherhood must be learned, when it should be natural."

29/Jun/2009

formulas



Realidade - Sonho = Ser animal
Realidade + Sonho = Um anseio do coração (Idealismo)
Realidade + Humor = Realismo
Sonho - Humor = Fanatismo
Sonho + Humor = Fantasia

Realidade + Sonho + Humor = Sabedoria


A Importância de Viver
Lin Yutang

26/Jun/2009

enredos de vida


Foi uma pergunta que me inspirou para escrever acerca da relatividade, o bom e mau e potencialidade, até onde, de que tamanho.

Neptuno - Marte, imaginação - acção, numa carta são sugestivos de carisma, este pode ser presente numa figura carismática no seio da sua família e daqueles com quem convive ou então estas qualidades que destacam aquela pessoa poderão ter uma dimensão mais pública e o seu carisma observado por muitos.

A projecção pública e protagonismo, Saturno - Plutão, ambição - domínio, sugerido num horóscopo não nos assegura a qualidade deste protagonismo, ou seja se a fama será merecedora de aplausos ou contestação.

A criatividade sugerida por Vénus - Plutão, estética - obsessão, terá que ser canalizada para poder aparecer transformada em arte e não se tornar num desperdício.

O individuo pode cumprir o seu ideal de diversas formas que vão além daquelas que nós observadores esperamos ou antecipamos. Assim como a grandiosidade e a projecção estará sempre ligada ao meio que a envolve. O meio como sabemos pode ser uma casca de nós ou do tamanho do mundo.

Vivemos numa época fabulosa no que toca aos meios de comunicação e informação, o que acontece no outro lado do globo pode ser visto deste lado em simultâneo. Se bem que isto por um lado nos facilite e enriqueça o nosso dia-a-dia também traz para a nossa vida o drama e peso que não faz parte da nossa realidade.
Ultimamente a não ser que se esteja recolhido, isolado do mundo e num monte bem alto, é que não ouviu falar da crise, por isso esta vai encorpando e ganhando força, todos falam dela. Numa época em que uma abertura a valores e fé nos movimentos colectivos é tão importante, Júpiter - Neptuno, expansão - ilusão, as histerias colectivas ficam na outra extremidade. A fuga para a montanha é menos perniciosa do que o espalhar do conflito e confusão como tem sido apanágio da maioria dos órgãos de informação e comunicação.
Cada um de nós pode e deve, Úrano - Saturno, excentricidade - tradição, ter um papel mais relevante como o de não contribuir para este movimento subversivo de negativismo.

24/Jun/2009

...mas cada um tem...


Todos conhecemos a teoria de como aprendemos com os erros e de como à custa de situações drásticas somos forçados à mudança… Também todos conhecemos histórias onde está claramente identificada a repetição dos ditos "erros" e os protagonistas quero dizer os repetentes em auto-punição a dizerem; "...eu estava à espera,...eu temia isto... ou, eu já sabia, etc." Pois então porquê… se já sabiam? O que falhou então? O que nos avisou ou que parte de nós à qual não prestámos atenção?
Todos já experimentámos aquela sensação de estar em paz apesar da aparente desordem que nos rodeia ou ao contrário, aquela impressão de fatalidade apesar da calmaria, intuição para uns, ouvir com o coração para outros, feeling etc…
Quando estamos sintonizados, ouvimos e prestamos atenção a todos estes indícios e não há margem para dúvidas nem para a sensação de divisão.

Usualmente sabemos que sabemos e não reconhecemos, desculpem-me o pleonasmo, o nosso emocional sabe e intuitivamente somos alertados para a hipótese de estar a reincidir. Está já provado que quando sofremos uma experiência negativa, dá-se um aumento de actividade celular e esta maior actividade "grava" com precisão a emoção, que a provocou. Se bem que a memória intelectual até possa esquecer e criar distância o mesmo não acontece com a emocional que ao menor sinal de alarme acciona mecanismos de defesa. Ou seja vai fazer o que sempre fez quando se sentia em perigo, defendendo-se com as armas que assimilou.

Tomemos como exemplo os assuntos das relações íntimas e emocionais, onde destacamos o Eu – Ascendente e do Outro – Descendente, como nos conduzimos e o que necessitamos para que nos sintamos completos. Para isso como nos damos amorosamente a 5ª Casa, sem esquecer de como aprendemos e o que deduzimos na infância a 3ª Casa, isto tudo num movimento encadeado.

Ora como está esta 5ª Casa no vosso horóscopo, livre e desimpedida? Ou seja sem aspectos tensos aos planetas lá colocados ou ao seu regente onde quer que ele se encontre?! No caso de estar livre e solta, a expressão amorosa estará facilitada e dar-se ao outro (a) será fácil e natural.

No caso de sentir desafios em se dar ou exprimir amorosamente, sim porque todos nós nos damos mas por vezes como diz a música:

“Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem
Magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar
E de se defender”

Usar estratagemas para a expressão amorosa, condicionada muitas vezes por posturas de defesa, algo que assimilámos, instalando-se o receio de mostrar a ternura é um comportamento que poderá e deverá ser alterado no caso de querermos alterar algum padrão repetitivo que nos tenha vindo a condicionar.

22/Jun/2009

um sem fim...


Se pensarmos que existem livros inteiros e obras de mais de um volume a falar de um planeta só, percebemos que há muito a dizer acerca de. Tenho para mim que por mais que falemos de um planeta há sempre algo mais a ser dito, uma perspectiva que a acrescentar. Depois é necessária a pratica, clareza e arte para que aquele vasto simbolismo faça sentido naquilo que nos propomos analisar.
Neste ambiente de blogue tenho a oportunidade de vir a discorrer pelas várias facetas que cada planeta oferece e à laia de diário, deixo-me ir pela faceta da qual me parece mais pertinente falar naquele momento, reflexões minhas que vão sendo enriquecidas por muitos, a quem agradeço a confiança.
Tendo em conta o simbolismo e o potencial que nos é sugerido pela a configuração que chamamos de horóscopo; se esta se refere a toda uma vida e ás várias vertentes desta ou mesmo a eventos como na astrologia electiva e ou países como é o caso da astrologia mundana é natural que seja necessário uma focalização, para que se saiba interpretar o que é importante para cada situação. Caso eu esteja em busca de indicações relativas à via profissional, fixar-me nos simbolismos filosóficos ou psicológicos poderá levar-me para um sem fim de situações e de repente aquela pessoa pode ser tudo; como diz Noel Tyl quando confiamos no arquétipo de um planeta não é necessário acrescentar o arquétipo do signo.

Quando quem utiliza esta linguagem simbólica que é a astrologia e ao analisar uma situação; dizem pode ser assim mas também pode ser assado... Por muito certos que estejam, aos leigos e detractores dão razões para que estes emitam emitam comentários do tipo: - Pois pode ser tudo. E só vêem nisto um jogo defensivo do astrólogo e não a abrangência dos símbolos. Não lhes posso tirar a razão principalmente quando vejo dissertações profundas e intimas acerca de vidas, para as quais os donos não foi consultados, tidos ou achados. A astrologia papparazi. Analisar cartas de famosos faz parte e é importantíssimo para todos os que estudam astrologia, ao observar as vidas dos que se tornaram célebres por diferentes razões, podemos aperfeiçoar técnicas já que temos ali um manancial de exemplos de reflexos externos, mas o colorido psicológico o sub-tom pessoal só muito raramente nos é facilitado. Esta fantástica tónica, só pode acontecer com a ajuda do dono e com a sua pessoal franquia daquele micro-cosmos que é o horóscopo.