11 de abr de 2013

...um dia o véu


Virá a altura em que Neptuno activa pontos cruciais (muitas vezes com uma ajuda de Saturno), dissolve aquele ideal, o que leva a uma dissolução daquele self criado. Egos construídos ao longo da vida que nos foram norteando e protegendo por tanto tempo...aos quais nos apegámos como se da nossa verdadeira essência se tratassem.

O que é real não se desfaz, porque não são os planetas que fazem mas nós, a carta tão simplesmente reflecte o estado... sem bom e mau, valorizações que ficam para serem atribuídas pelos humanos.

As dissoluções reflectidas por um trânsito ou arco solar de Neptuno, são fantasticamente subtis e profundas. Se usualmente podemos sentir a energia de misticismo, algo velada de Neptuno, o que não tem forma. Quando algo se dilui na nossa vida, quase sempre algo que teimámos em manter, algo não alicerçado, sem substância, que não era autêntico e que foi conservado entre véus até que um dia...  o véu cai.
Fossemos nós todos artistas, que aproveitaríamos estes períodos para atingir muitos com a nossa essência, com a nossa Arte, com o nosso Amor. Isto também é Neptuno a capacidade de transcender e partilhar com o todo a nossa mais bela criação.
A posição deste planeta na carta, entre outras indicações sugere muito acerca de onde gostamos de ser necessários, como se almas abnegadas fossemos naquela área de vida.

Estes acordares Neptunianos, dolorosos muitas vezes, desvendam armadilhas egocêntricas retirando do nosso percurso ilusões que nos desviam da essência. Acabando por ser experiências purificantes.

 

2 comentários:

Paula Vitoriano disse...

muito bom, obrigada. este desprendimento do ego é um assunto que tem estado muito presente, ultimamene, na minha cabeça. agora já sei porquê. grata pela elucidação e por ter ajudado a levantar mais um véu... :)

Ana Cristina disse...

Olá Paula, ainda bem que gostou e eu gostei muito de a ter visto aqui. Dancemos com ou sem véus.