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19 de ago. de 2010

águas vivas

necessidades emocionais todos temos, mesmo os mais cheios de Ar ou com falta do elemento Água. Se bem que consigam ir levando grande parte do seu tempo a formular a vida mentalmente e dentro do que é previsível (Terra).

Até chegar aquele dia em que descobrem que estão incompletos, insatisfeitos, ainda assim tentam remendar, consoante a quantidade de Terra vão resistir à mudança e  à necessidade de desfazer para tornar a fazer. Sentem a confusão e não encontram explicações na razão.

Por outro lado com muita Água, as emoções tomam conta, toldando o mental outras vezes movendo montanhas, contornando e aprendendo pela experiência porque não interessa o que os outros dizem, o que foi escrito, precisam viver, sentir e assim aprender.

Todos os signos de Água sugerem uma enorme necessidade conforto emocional e muitas vezes se fundem no outro para a colmatar. Aprendem como esta projecção pode ser dolorosa e lá vem mais uma aprendizagem.

Paralelamente, estes signos que pertencem ao elemento Água trazem consigo mecanismos de recolha e defesa; Câncer, Escorpião e Peixes pela sua interioridade, intuindo a sua fraquesa, absorvendo a dor do mundo, alimentam-se e sucumbem pelas emoções. O primeiro Câncer, usa uma carapaça para protejer a sua parte mole, anda de lado e esconde-se na sua casa ao menor sinal de perigo. O Escorpião reveste-se de um ar ameaçador, esconde-se no escuro, a sua picada pode ser mortal, em perigo prefere morrer. Os Peixes sabem que tanto podem nadar para cima como mergulhar fundo, muito fundo. Todos eles conhecem a sua enorme força e a não menor vulnerabilidade.

Todos temos Casas de Água no horóscopo que poderão muito bem ser a 3ª (pensamento e expressão), portanto 7ª (relacional) logo a  próxima Casa que pertence ao mesmo elemento a 11ª (necessidade de amor e apreciação). Poderemos ter um indiviuo com Ascendente em Capricórnio, aparentemente autoritário e distante que conheça em si a vulnerabilidade mental (melancolia), fraquesas e conturbações nas parcerias, logo ansiedades amorosas. Evidentemente que as palavras fraquesa e/ou ansiedade se reservam para quando as áreas lhes exigem uma atenção redobrada. Os pensamentos que toldam a forma como interagimos e nos fazem sentir fora de contexto ou não amados como gostaríamos. Principalmente quando o planeta regente da 3ª Casa se encontra no elemento de Água.

Se fizermos o mesmo exercicio com o Ascendente (ego), a 5ª Casa (expressão criativa e amorosa) e a 9ª Casa (filosofias e crenças). Aqui as emoções à flor da pele, que se irão repercutir na forma como amamos, nas crenças, justiça  e reconhecimento que clamamos. Conheço alguns artistas com este posicionamento, se por um lado há uma grande nececessidade de trazer à luz do dia as suas criações, também trazem algumas mágoas de falta de amor daquele que nos nutre. A memória da Água.

Pondo a 2ª Casa (auto-estima) no elemento Água, a próxima irá cair na 6ª (como cooperamos) o cumdrum emocional é trazido para a vocação para a forma como escolhemos tomar parte nas organizações.

Esta é apenas uma pequena parte ou camada do que podemos observar num mapa natal, só com base nos elementos (a ser aprofundado) e que nos permite vislumbrar possíveis lutas internas em determinados períodos de vida. 

Todos procuramos o equilibrio, todos queremos ser felizes e o universo oferece-nos oportunidades para nos irmos desenvolvendo e evoluindo.

Aqueles com demasia de Ar, terão que aprender a compaixão por si e pelos outros, podendo passar por situações em que se perdem, os processos mentais não resultam e as situações depressivas poderãom espreitar.

Os que se afogam no elemento Água, encontrarão oportunidades na vida que lhe irão desafiar o sentido prático e que os faça emergir do reino da emoções.
Não esquecendo os do elemento Terra, que necessitam de água para fertilizar e de que há valores não palpáveis.

12 de jul. de 2010

uns & outros

No próximo dia 26 dá-se o derradeiro contacto de Úrano - Saturno, relembro que este teve inicio em 5 de Novembro de 2008 um período que é relativamente longo e cuja energia sugere a alteração das estruturas que não são possíveis de manter, o que se reprime e necessita de ser libertado.

Hoje é vulgar ouvir; - que o mundo mudou, ou - que já não existe segurança, etc... É verdade que temos assistido a mudanças e o que era em muitos casos já não é mais. Durante este período também a dúvida ou receio do desconhecido poderão ter sido e ser ainda companheiros de jornada.

Uns mais que outros (aqueles com planetas pessoais ou ângulos) em contacto dinâmico com a energia da oposição, poderão ter notado a disputa nas
suas vidas, materializada em acontecimentos ou pela necessidade crescente de mudança.

Se tivermos em conta a predominância dos Elementos na carta natal, ficamos com uma ideia geral de como lidamos com essa necessidade.
No caso da Água, a mudança não é pacifica há uma dificuldade em aceitar as ideias temos que as sentir para por fim aceitar as mudanças necessárias, as emoções podem ensopar, extremar o processo.
No caso do Ar, abraçar as ideias e a novidade é mais fácil e até propaga-la. Agora é só necessário concretiza-las.
Já os com forte componente de Terra, poderão ter uma dificuldade acrescida em mudar, já que se dedicam a construir e preservar, mudar pode-lhes parecer um fracasso iminente e poderão mesmo resistir até que a mudança se materialize sem, acham eles nada terem feito para que isso acontecesse.
Com uma forte componente de Fogo, é provável que a mudança seja excitante, uma série de hipóteses novas que se perfilam com a possibilidade de se brilhar.

Olhando o eixo da carta natal onde este encontro se deu, onde esta dicotomia tem estado a trabalhar, podemos descortinar o que tem estado em jogo; 1 - 7, eu e os outros, parecerias intimas e não só, como me relaciono e me apresento aos outros? Sendo um eixo Cardinal, a necessidade de pôr em acção.
2 - 8, o que eu valho, como sou valorizado pelo outros, valores materiais e estruturais para os quais tenho trabalhado? Este um eixo Fixo, sugerindo alguma resistência e dificuldade em aceitar mudanças.
3 - 9, o que eu penso, o que exprimo e aonde é que o que "sei" ter mudado me vai levar. Eixo Mutável, e depois como vai ser, aonde isto me leva, o que vai suceder a seguir?
4 - 10, a minha casa e/ou vida profissional, se não é aqui então onde é o meu lugar, o que tenho de fazer para servir a sociedade?
5 - 11, amores, filhos, grupos, criatividade e as oportunidades de expressão desta, como posso expressar melhor os meus afectos e criatividade?
6 - 12, as rotinas e hábitos que mudaram ou as que são necessárias mudar, rearranjar, como vai ser o meu dia-a-dia de agora em diante?

Não esquecendo nunca que muitas das mudanças se iniciam dentro de nós e pela nossa necessidade de ir caminhando para uma vida mais verdadeira connosco mesmos, para assumir vida que nos pertence.
O horóscopo é um espelho do que se passa connosco, daquilo com que estamos envolvidos e que faz parte do nosso  processo de crescimento e para que este se dê é necessária a nossa colaboração e empenho. Resistir, fazer de conta que nada temos que fazer poderá ser uma opção ou então aproveitar a oportunidade e acreditar que os nossos planos resultam melhor quando estamos no nosso caminho.

Será a boa altura para revermos o que vem acontecendo, o que tem ocupado a nossa mente desde há quase 2 anos, aonde temos resistido mudar.

9 de jun. de 2010

o modo da modalidade

 Traduzindo do astrologês, modalidade a qualidade da força motriz que está por detrás da actuação.

Independentemente do Elemento; Fogo, Terra, Ar e
Água o tipo de energia que nos faz vibrar; Inspiração, Construção, Ideias e Sentimentos há também a considerar a forma como fazemos e actuamos.

Antes de se atingir o pleno da obra feita existe a dúvida, a frustração ou a confusão:
Os signos Cardinais, de que tanto se tem falado ultimanente (Àries, Câncer, Libra e Capricórnio) Ideais para começar para dar o 1º passo mas para que isso aconteça será necessário que vençam as dúvidas e iniciem mesmo. Para isso terão que deixar para trás a hesitação; começando por reconhecer que existe uma sociedade, aceitando o risco, tomando uma decisão mesmo que impopular, perdendo o receio de errar.

Os signos Fixos, (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) Ideais para levar a cabo o trabalho a que se propõem desde que não sucumbam à frustração de que as "coisas" não são como se idealizaram,  de que não se recebeu o reconhecimento devido, de não podemos controlar tudo, de que o mundo não está preparado.

Os signos Mutáveis, (Gémeos, Virgem, Sagitário e Peixes) Ideais para mudar de curso quando necessário, desde que não se percam na infinidade de hipóteses até entenderem a certa, por serem tantas que se dispersam, porque nenhuma é válida, porque precisamos de estar sempre correctos, porque não é ainda a ideal.

Todos somos compostos de diferentes modalidades, por vezes umas predominam mais do que outras, umas completam ou travam outras.

Se misturarmos a qualidade Cardinal e Fixa, temos teimosia e tenacidade, empreendedorismo, uma pitada de Mútavel será o ideal para que se abra a porta à mudança quando esta se torna necessária.

Caso abunde a qualidade Cardinal e Mutável, uns impulsionadores, caso não descubram em si as qualidades de construção ou capacidade de dar  continuidade têm que procurar estas no ambiente que os rodeia.

Com predominância de Fixos e Mutáveis, temos uma teimosia vacilante, as dúvidas ou negação podem ser enormes é necessária uma estratégia e coragem para se iniciar.


Muitos de nós sentimos uma discrepância em áreas de vida, se de um lado somos pragmáticos e determinados, do outro temos mais dúvidas que certezas, sentimos-nos vulneráveis e resistimos estoicamente à mudança ao ponto de nos sentirmos victimizados.

Entender que estas "prisões" fazem parte da nossa impressão digital e que se materializam na nossa vida porque as padronizámos no nosso comportamento, porque tanto as tememos que as acabamos por atrair, culpando os outros, diminuindo a nossa auto-estima, capitulando com num auto-sacrifício que tentamos justificar de todas as formas, educação, responsabilidade e só muito raramente como a nossa incapacidade de lidar "de outra forma" com determinado assunto.

Pegando no exemplo dos grandes trânsitos actuais, a tensão da Cruz Cardinal. De uma forma global esta qualidade de iniciativa tem estado e vai continuar a ser posta à prova; com Plutão e Saturno pela transformação e trabalho árduo. Com Úrano aceitando e abrindo para o novo e inesperado, ajudado por Júpiter estamos no limiar de uma nova filosofia e de novos valores sociais.

Se bem que os ventos soprem com uma qualidade iniciadora, os Elementos são diferentes; Plutão em Terra (Capricórnio) transforma valores materiais, instituições, organizações e estruturas que têm organizado a sociedade. Saturno em Ar (Libra), reestrutura parcerias, relacionamentos, o modo como convivemos e nos projectamos publicamente. Úrano em Fogo (Áries) o novo que irrompe e a necessidade de acompanhar a velocidade do inesperado, a quebra com o passado. Júpiter em conjunto para estabelecer a nova ordem, a nova justiça, uma nova filosofia de vida.

Vale a pena meditar do que nos últimos anos tem mudado na nossa vida, a nível de estrutura, subsistência, relações e o que está a carecer ser mudado e aquilo que aprendemos e sentimos ter mudado dentro de nós. O que nos falta para nos libertarmos ou aquilo em que temos cedido, acabando por se tornar na nossa expiação. Aonde cai esta cruz na nossa vida em que áreas têm sentido a pressão. Ouvir-nos 1º para depois actuar, já que não há neste momento livro de instruções, o campo está aberto para a novidade.

21 de ago. de 2009

a força dos Elementos II


De volta aos Elementos e ás suas combinações na carta astrológica que como outros indicadores; hemisférios, padrões e qualidades, nos trás uma imensidão de informações pertinentes para que se entenda o todo. O Fogo elemento característico do signos de Carneiro, Leão e Sagitário, e que quando num horóscopo não se encontra nenhum planeta num destes signos, se concluí que aquela pessoa tem falta de Fogo. Ora este elemento é aquele que impele, encoraja, nos caracteriza como independentes, que nos atiça e atira para obtermos o que queremos. A falta deste elemento cria uma boa dose de resistência, no caso um conta-balanço do elemento Terra, uma cautela em demasia que poderá levar a um forte conservadorismo ou mesmo à inércia com base numa falta de inspiração e que nos é facultada pela fé.
O outro lado da equação, uma dose elevada de inspiração teremos o Fogo que se alastra, por vezes sem atenção ou controle. Ou seja aquele que "usa" doses elevadas deste Elemento tem tendência a ser consumido pela sua própria crença, como uma Joana D'Arc.

Conhecer as potencialidades e fragilidades já se sabe que é algo que a astrologia no proporciona e como isso a possibilidade de procurar, criar e desenvolver as características que nos são favoráveis. Não havendo bons e maus mas diferentes mecanismos. Com excesso do Elemento de Fogo a pessoa terá que aprender aquilo que lhe vai facilitar a vida ou seja; humildade, cooperação, moderação, responsabilidade, tolerância e a fazer um bom uso da energia que dispõe.

Quem me conhece sabe que não sou uma grande amante de sinastrias, a não ser que usadas após um muito bom conhecimento de ambas as cartas e com o acordo das duas partes. Quando alguém se encontra num período conturbado da relação tem tendência para vir a uma consulta trazendo a carta do outro, esquecendo que é ele mesmo que está ansioso e por isso mesmo em 99,9% das vezes existe este reflexo na sua própria carta e é o que basta para se fazer a análise possível do estado das coisas i.e. quando se quer falar do que não está presente. Olhar duas cartas apenas com base nos elementos podemos ter uma fantástica ideia do tipo de energias que envolvem a ligação, o Fogo que se manifesta impulsivamente ou o Ar que trás um vendaval de gargalhadas e ideias tocando na Água que agradece esta lufada mas fica perturbada pela rapidez com que se muda e facilidade com que se fala, ou mesmo a Terra que ora escaldada ora gelada quando aquecida pelo Fogo ou fustigada pelo Ar, busca climas mais constantes se bem que se possa sentir bastante atraída pelas altas amplitudes térmicas.

13 de jun. de 2008

Estimulados pela falta



É o que me ocorre quando olho um horóscopo em que encontro a ausência de um dos 4 Elementos: Fogo, Terra, Ar e Água, inspiração, materialização, comunicação e emoção. Se é fácil entender que uma concentração de planetas em determinado Elemento pode denotar um exagero pela abundância e por isso o indivíduo vai estar "agarrado" ás idiossincrasias do Elemento. Na falta de um, assiste-se muitas vezes a uma exagerada necessidade de equilibrar esta discrepância, levando quem a sente a trabalhar constantemente e arduamente o que poderá vir a resultar na excelência daquilo que mais o desequilibra.
O artista que tem inspiração para dar e vender mas que lhe falta Terra, a necessidade de construir e dar forma vai ser tão grande que o consome e impele ao trabalho.

Hugh Hefner 9 de Abril 1926 @ 16;20 Chicago, não tem um planeta que seja em Terra, Elemento rei do mundo material e da posse, facto que não o impediu de construir um verdadeiro império. Sol em Aries e a Lua em Peixes, a necessidade de encontrar e dedicar um ideal, acompanhado por um bom entendimento das necessidades dos outros, neste caso na casa VI, um workaholic. O Meio-do Céu (casa da profissão) regido por Gémeos, Mercúrio que também rege o ego, conjunto a Úrano e activarem o eixo horizontal, podemos compreender a excentricidade em que vive, casa da rotinas regida por Úrano e que é do domínio público.

Não me vou alongar no perfil vocacional deste conhecido homem, hoje usei a carta dele para apresentar um dos muitos exemplos onde a falta de um Elemento, não é condicionante, contrariamente ao que pode ser encontrado em alguma literatura e pode até levar a pessoa a transcender em áreas onde aparentemente não teria qualquer chance, neste caso a construção de um império económico estável.

Plácido Domingo também não tem Água na carta natal, no entanto os seus espectáculos são plenos de emoção.