12 de mar de 2009

tendências


Aquele fenómeno dos planetas estarem aglomerados mais para um lado ou para outro de uma carta astrológica, carregando determinado hemisfério tem que se lhe diga. Como tenho aqui dito, numa carta tudo são indícios para que se interprete aquela fotografia do céu e se saiba transmitir um retrato falado claro a quem procura entender, apontando o que é realmente importante.
Voltando aos hemisférios quando se vê uma predominância para Este (Ascendente) uma protecção do ego estará patente, quando esta é para o lado oposto (Descendente) uma projecção sobre os outros, uma vez que o que se procura é o equilíbrio; poderá parecer tarefa fácil emendar a mão logo que se saiba para lado se tende em prejuízo do outro. Mas não é tão fácil assim, na maioria dos casos, digo-o baseada na experiência de olhar muitas carta e conversar com os donos das mesmas.
A teoria é facilmente entendida, o pior é a prática ou seja a rectificação da tendência costumeira e o abrir os portões a uma auto-terapia, é aí que surge aquele grande Mas..., para que o dono do hemisfério se justifique e se mantenha entrincheirado na sua margem, apesar de ver as suas necessidades não preenchidas mas ainda mais receoso no primeiro caso e acusando os outros no segundo. Fazendo-o insistir na mesmíssima postura que o reduz e conduz repetidamente à mesma situação como que num jogo viciado. Reparem no hemisfério nas vossas cartas e se quiserem a seguir tenha em conta a modalidade predominante, Cardinal eu resolvo à minha maneira; Fixa eu tenho razão ou Mutável não sei o que fazer, hoje é assim amanhã logo se vê. E já agora juntem-lhe a Lua.
O que se protege terá que aceitar que abrindo e dando poderá vir a receber aquilo que almeja e que o vai completar mesmo que também sofra no processo, afinal ele terá que aprender tudo desde inicio por isso podendo errar. O que se projecta tanto nos outros, terá que olhar para si e aceitar as suas necessidades e que se estas ficaram para trás foi porque assim o quis e deixou. Ora aqui é que mora o busílis, aceitar a sua responsabilidade e erros, depois de tanto tempo a viver em função do outro a quem se culpa de tudo o que de mau nos acontece, poderá ser dramático e doloroso como uma fisioterapia que obriga alguém a andar sozinho depois de uma vida de muletas.

O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós
Jean-Paul Sartre.

4 comentários:

Maria Paula Ribeiro disse...

Olá Ana,

Li e reli esta tua magnífica reflexão.
Bem-haja.
Um "quebra-cabeça" transformado como "água pura".

;)Beijo

Ana Cristina disse...

Maria Paula :-) gosto de ter lavado o quebra-cabeças, beijo.

António Rosa disse...

Ana Cristina,

P.f., os links do NT no curso já funcionam. Agora, o acesso aos artigos é público.

Bom fim-de-semanA.

Ana Cristina disse...

Obrigada António :-) Bom fim-de-semana também para si.