22 de jun de 2008

Inimigo Público



Hoje faria anos John Dillinger, e por isso é com ele que inauguro uma nova secção, dedicada a outras escolhas, os que escolheram conquistar no mundo o seu espaço e notoriedade de uma forma à margem da sociedade. Os planetas e indicadores nas cartas são os mesmos para todos, o uso que o dono do horóscopo lhes dá é que varia. Assim como as oportunidade de mudança são assinaladas, a qualidade destas boas ou nem tanto, será determinada por cada um e pelo uso que der ás ditas. JD 22 de Junho 1903 @ 7;05 Oak Hill, IN.
Sol em Gémeos (mesmo nos últimos graus 29º55') oposto por Úrano, energia para diversificar e ser brilhante a todo o custo, com Úrano há sempre um grau de rebelião e individualismo a ter em conta, considerando que o Sol rege a identidade, poderá indicar alguma megalomania, considerando que também rege a casa da auto-estima e valores, e Úrano a das parcerias e valores dos outros; antevemos um ego ansioso com uma necessidade exacerbada de provar que merece reconhecimento a criar fricções nos relacionamentos, parcerias e no que se refere ao valor dos outros. A Lua em Touro sugere uma necessidade de construir e preservar segurança, a sua posição a necessidade de liderar.
Marte e Vénus regem o eixo dos pais, ambos sob stress, o ambiente familiar com alguma tensão. Vamos continuando a encontrar sucessivos ecos do mesmo, tensão emocional por não se sentir amado, como ansiava. Da infância factos conhecidos a morte da mãe ficando ao cuidado do pai que não era meigo chegando mesmo a ser tirano. A mãe morre quando JD tem 3 anos, reflectido no horóscopo por um arco solar de Marte quindecile ao MC, para uma criança daquela idade, alteração drástica e agressiva no meio familiar.
Tinha 9 anos quando o pai torna a casar, o que não agradou JD, reflexões astrológicas, arco solar do eixo do Nódulo Lunar (na infância assuntos com a figura maternal e mais tarde grupos e público em geral) aspecta ao MC, a nova figura em casa, Neptuno toca o eixo do NL, a confusão que veio trazer à criança. Desde adolescente que o seu comportamento e atitudes traduziam belicosidade. Em 1923 junta-se à Marinha para se tornar logo de seguida desertor, o arco solar de Úrano ao NL, a individualidade não lhe permitiu ingressar e fazer parte do "grupo". Em 1924 casa-se uma época por certo feliz, para um homem cheio de carências, devidamente assinalada por contactos do Sol, progredido ao MC, indicador de reconhecimento profissional, e eixo do NL ao Ascendente para o encontro de natureza pessoal. È também o ano onde perante a dificuldade de arranjar emprego estável (Neptuno qd a Saturno) o levam a cometer um pequeno crime pelo qual iria pagar caro ao ter a sua liberdade confinada nos próximos anos anos (AS aspecto à Lua que rege a casa XII, confinado e actividades escondidas). A partir desta data foi um aprimorar e praticar continuamente na vida do crime. Sai me liberdade condicional 8 anos e 1/2 mais tarde, arco solar de Mercúrio a Marte, nova oportunidade e Jupiter no MC prometendo sucesso, fez uso dessa nova oportunidade, quase de imediato assaltou um banco. Daqui a ser chefe de bando de assaltantes foi um ápice, satisfazendo as suas necessidades de liderança.
Preso de novo em 1933, foge da cadeia e é em 1934 que acaba morto pela polícia; um arco solar da Lua a Jupiter prenuncio de ficar importante e conhecido, e ficou. Plutão aspectava o MC, a alteração de valores e regeneração no âmbito da carreira desta feita imposta e acompanhado por Neptuno no Ascendente, altura em normalmente se repensam os reais valores existenciais, desprovidos das costumeiras ambições.

Chamo liberdade à minha ignorância do destino; e destino ao meu ignorar da liberdade.
Agostinho Silva

6 comentários:

António Rosa disse...

Ana Cristina,

Onde tinha eu a cabeça que deixei passar este artigo? Ainda por cima, iniciando uma nova secção.

Sol em grau crítico?

Fiquei impressionado com aquele AS de Marte quindecile ao MC, associado à morte da mãe. Eu nunca chegaria lá.

Aquela nova oportunidade dada por AS Mercúrio a Marte e Júpiter no Mc, tendo ele aproveitado para assaltar um banco e ser chefe de bando - é simplesmente genial.

Compreendo perfeitamente que não tenha querido associar a morte dele a nenhum aspecto específico.

Gostei muito.

Abraço

António

P.S.: Lembrei-me agora - andava ocupado a tentar recuperar o fórum :)

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

LOL, e já vi que recuperou. Obrigada António, prefiro olhar o Sol no "Aries Point" uma intensidade (assim como o Úrano no horóscopo que tão bem conhece)

A assinalar a morte tenho visto assinaturas várias; viagem grande, dissociação do material, acidente e tantas outras...que falam de passagem. :-)

Abraço
Ana Cristina

António Rosa disse...

Ana Cristina

Posso publicar este artigo no site da Escola, na próxima semana?

Grato

António

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

António a grata aqui sou eu :-) my pleasure :-)

Abraço
Ana Cristina

António Rosa disse...

Olá Ana Cristina,

O artigo já se encontra na Escola desde ontem ao fim da tarde.

A entrevista com o Noel voltará para a primeira página ainda esta semana, again.

Muito agradecido.

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Obrigada e Obrigada.
Abraço
Ana Cristina