24 de set de 2008

Masculino - Feminino


Os planetas como os anjos não tem sexo. No entanto Vénus e os seus atributos são associados à mulher e a energia de Marte ao homem. Ora um mapa astrológico não nos diz o sexo, não nos diz a cor, não nos diz a religião mas diz-nos o potencial que o ser humano terá à sua disposição para desenvolver. Todos temos os mesmos planetas e estes representam necessidades, a forma como interagem uns com os outros, os signos onde se encontram, as casas que regem e os padrões que formam, são as várias pinceladas do quadro que é o mapa astrológico. Por isso é que a variedade é infinita, e as variações muitas, já que teremos que ter em conta local, hora, etc.
Relativamente à Vénus e ao Marte no homem ou na mulher; nem sempre as mulheres andam com a sua Vénus de mão dada e nem todos os homens se aventuram por aí com o seu Marte. Conheço muitos homens que se insinuam e cativam com a sua Vénus, atraindo para a sua teia mulheres que com a sua energia de Marte, se apresentam temerárias e iniciadoras, deixando ao homem o ónus da escolha e o jogo de sedução usualmente feminino. Por isso sou uma forte defensora que a Sinastria astrológica só faz sentido quando os dois mapas astrológicos estão perfeitamente identificados, estudados e analisados e estabelecido o nível de cada um dos indivíduos, só então será possível falar da comunhão necessária na parceria.
Olhando o mito associado aos planetas, encontramos Vénus filha da espuma o que logo sugere uma inconsistência e falta de modelos que lhe está associada, a sua força residiria na sua beleza e charme, um doce balanço. O seu marido era Vulcano, filho de Jupiter tinha sido atirado do Olimpo para o mar por não preencher os requisitos de beleza reservados ás divindades, para aumentar a vergonha dos seus progenitores era coxo. No entanto era um trabalhador incansável e com quem se podia contar. Marte era um bárbaro e cruel soldado que terá conquistado as preferências sexuais de Vénus. Talvez por isso Luís Camões tenha escrito a Vénus como a apoiante dos heróis. Uma fã de bad boys da época.
Trazendo o mito para a actualidade, a Vénus conquistadora e inconsequente procurando Marte, para gáudio e festa. Se a energia destes dois pode ter um cariz sexual este é um jogo aberto a ambos os sexos e sem convenções institucionalizadas. Quero com isto dizer que vem se fica pelo género pode não ver as intenções.

16 comentários:

Astrid Annabelle disse...

Ana Cristina,
admiro demais como consegue explicar belamente as situações astrológicas!
Parabéns! Estou me esforçando bastante para entender um pouco dessa ciência maravilhosa!
Também quero agradecer sua visita ao meu blog.
Um beijo.
Astrid

Samsara disse...

Bem lembrado Ana Cristina, e nos dias de hoje cada vez mais é assim, o conquistador e o conquistado não depende do género.
Beijinhos

cova-do-urso disse...

Ana Cristina,

Fartei-me de rir com Vénus como «fã de bad boys da época.»

=)

Abraço

António

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Obrigada Astrid, é muito amável.
Bjinho

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Sam e olha que não de agora...:-) sempre foi.
Bjo e bom dia

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

António, ainda bem que se riu..:-)
Abraço

Anônimo disse...

Olá Ana gostei muito de ler este post, achei-o muito interessante.Beijinhos da Mimi.

neo disse...

Ana Cristina.
O texto é magnífico e coloca as questões da sedução como mera conquista dos devaneios do sexo em oposição à consistência do amor. Mas de uma forma tão actual que fácilmente encontraremos verosimilhanças em factos do dia a dia.
Ás vezes penso que houve apenas um rendilhado de ornatos a envolver os aspectos da vida moderna. Quando pesquisamos fundo, verificamos que é tudo tão igual. Que a evolução apregoada e festejada ao longo dos tempos, é uma metáfora para gáudio da nossa ideia de crescimento.

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Mimi, obrigada é sempre bom saber que nos leram e gostaram :-)
bjinho

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Neo queremos sempre ser modernos no sentido de actualizados, quando no fundo repetimos a história, mudando a roupagem.
Acredito que os jogos de sedução têm sempre uma sexualidade latente...que poderá ser isso eternamente :-)
Abraço

Maria Paula Ribeiro disse...

Ana... isto hoje está tudo muito bem disposto... É só rir de blogue em blogue... :)

Quanto a minha opnião, venha quem vier, o mais atrevido é que se torna o conquistador! :)
1 jinho

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Maria Paula, uns cantam outros riem.
:-) para seus males espantarem.
bjo

neo disse...

Ana Cristina.
É por isso que considero fabuloso, aquele livro do Gabo "Memória das Minhas Putas Tristes", pela ausência de sexo na sedução.
Beijinhos

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Neo, ausência? o elevo sexual começa na mente...e naquele livro isso é bem patente...:-) na minha opinião.
beijinhos

cova-do-urso disse...

Ana Cristina,

O artigo já está na Escola (site e fórum).

Agradecido.

António

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Obrigada António.
Beijnho