16 de nov de 2008

diálogos privados


Muitas vezes as pessoas quando indagadas por o que terá acontecido em determinado período da sua vida procuram na memória, factos e eventos sem os encontrar. Insistindo no referido período que está devidamente marcado como importante no mapa que analisamos, acabamos por trazer à memória da pessoa uma decisão pessoal tomada então ou um período em que uma certa ideia se começou a formar, ou então que se intuiu algo a que se não prestou muita atenção e se deixou passar. A astrologia ajuda nestes exercícios de perscrutar o que realmente é importante e há tendência para descurar, relacionar o presente com o passado e, agendar acções futuras. Por isso quando olhamos para um mapa e verificamos a aproximação de desafios acentuados, sabemos que aquelas áreas de vida irão em breve ser palco de experiências e aprendizagens; imaginem que sabem de antemão que existem grandes possibilidades de vir a viver uma situação tensa na área dos relacionamentos; irão evitar viver relacionamentos nesse período? Ou não deixaram de os viver tendo consciência que será necessária uma certa seriedade e maturidade para ultrapassar o período tenso? Quando este quadro se desenha é normal que se procure no outro a responsabilidade da problemática e se fique à alerta para um acontecimento que marque o período e que poderá acontecer ou não. Poderemos mais tarde ter a percepção de que a tensão foi toda vivida por nós, estando assinalada naquela área do horóscopo individual, dizia respeito a nós e a um crescimento que era necessário, tendo este ficado mais evidente através do relacionamento com o outro que, como um espelho nos devolveu aquilo que teimávamos em não ver. Não precisam ter lugar acontecimentos, o que acontece dentro de cada um é suficiente, até pode ser o silêncio ou o não acontecimento, o que se sente é o doloroso, a desilusão, tão mais talvez para que não nos esqueçamos. São quase sempre lições privadas e solitárias e não menos importantes por não haver manifestações exteriores.

8 comentários:

neo disse...

Ana Cristina
Bom dia.
Acordar e ser alertado para esta reflexão. Não ter a certeza se está no mapa, isso é da sua arte, mas acreditar que está em nós, que somos nós e não o outro, ou que sendo o outro é um reflexo de luz que se faz em nós, que operamos as emoções, que as queremos viver nesse momento e não num outro, induzidos ou não por factores externos, intuidos ou não por um amálga me interesses que não nos são totalmente estranhos.
Reconhecer a importância do outro, para não nos vermos, termos a sós, para nos evidenciar de nós o que nem sempre queremos ver.
Acordar, dizia eu, para esta douta reflexão, traz-me a importância de a ter lido neste momento e não antes, ou depois.
Beijinhos de amigo

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Neo, saber que somos lidos e entendidos, que dizemos coisas que fazem sentido para outros, diz-nos que estamos vivos, que fazemos parte de algo.
Saber dizia eu que estamos aqui e nos vêm.
Beijinhos agradecidos

Samsara disse...

Olá Cristina
Como é tão simples e tão verdadeiro o que acabaste de escrever.Tão simples que por isso é escrito tão poucas vezes.
Beijinhos

Ana Cristina disse...

Olá Patrícia :-) obrigada.
Beijo

António Rosa disse...

«Não podemos relacionar a pessoa com o horóscopo, ou seja, limitar o individuo aos nossos conhecimentos sobre Astrologia, mas sim relacionar o mapa com a realidade de cada pessoa, dando-lhe vida.»

por Noel Tyl

Boa semana,

António

Ana Cristina disse...

Sem dúvida António, daí a perigosidade dos dogamas.
Boa semana também para si.

Astrid Annabelle disse...

Ana Cristina, é para refletir mesmo!
Parabéns...seu texto é excelente!
Beijo.
Astrid

Ana Cristina disse...

Astrid, reflexões minhas em voz alta, obrigada por se juntar a elas, sempre nos faz sentir acompanhados :-)
beijo