16 de fev de 2009

censorship


Aquele padrão que em muito jovens absorvemos e acaba por fazer parte de nós e de tal forma que nem nos apercebemos dele, cola-se à nossa essência e fica a fazer parte do que somos. Aliás construímos uma data de mecanismos e maneiras de estar condicionadas, sem os quais já nem seríamos nós. Tal e qual um prisioneiro que depois de toda a sua vida fechado um dia é libertado, poderia ficar louco ao ver-se a braços com um mundo de hipóteses que se lhe abrem e o confundem. O mesmo acontece connosco quando nos vemos forçados a quebrar um padrão de comportamento como poderá ser o de deixar que as nossas necessidades se manifestem livremente.
Se na infância quando experimentávamos o meio que nos rodeava, nos habituámos a calar, a omitir as nossas opiniões ou mesmo mentir é natural que o continuemos a fazer em adultos e vamos justificar essas mentirinhas com o nosso desejo de proteger os outros. Quando na verdade estamos a proteger a nossa própria pessoa, a escamotear o medo de nos mostrarmos e de não sermos aceites, de ficarmos vulneráveis, de perdermos o controle, de não aceitarmos as nossa próprias necessidades.

Num horóscopo a Lua simboliza as nossas necessidades emocionais e não são só. Imaginem uma Lua em Fogo, com uma necessidade de exagerar e ser notada ou mesmo em Ar com necessidade de comunicar, encarcerada em uma das Casas de Água (4ª, 8ª ou 12ª), o que terá feito calar as necessidades daquela pessoa? Qual o canal encontrado para indirectamente ou nem tanto, sair em busca do que precisa para se sentir satisfeita? Terá já feito as pazes entre as suas necessidades e as expectativas dos outros? Os medos e as necessidades predominantes nos signos do elemento Água (Câncer, Escorpião e Peixes), o receio da imperfeição, da insegurança emocional, de perder o controle sobre os outros a tomar conta e a censurar a impulsividade de Fogo e a verborreia do Ar. No caso da Lua em Terra que tem necessidade de manter a sua e ser auto-suficiente, espera-se que encontre algum tipo de criação ou construção de estrutura, que lhe permita exprimir as suas necessidades e trazer os outros ao seu mundo para darem aquela ajuda que não se pede.

7 comentários:

Maria Paula Ribeiro disse...

Bom da Ana,

Lindo e tocante
Pudesse eu falar abertamente com a minha lua. :-)

bj e boa semana.

Ana Cristina disse...

Maria Paula, senta-a à tua frente :-) bjo e boa semana tb para ti.

Hanah disse...

Belissimo

é de chorar de tão lindo...
fico pensando quando a encontramos e novamente a perdemos.
obrigado pelas partilhas...

hanah disse...

boa semana para ti...

Hanah

Ana Cristina disse...

Hanah, grata sou eu pela visita e comentário. Acerca do seu pensamento, encontrar e perder, faz-nos ter consciência de ambos os lados :-)
Boa semana também para ti.

Samsara disse...

Um texto muito belo minha linda, uma verdadeira inspiração.
Beijinhos

Ana Cristina disse...

Olá Sam :-) ainda bem que gostaste, obrigada e beijo.