11 de fev de 2009

da nossa Vet



Estes afectos como demonstra o vídeo, tem a ver com os post de Janeiro.

Subentende-se que o "bambi" é jovem, e o gato também mo parece.

A idade é fundamental no "Imprinting" e socialização, neste caso entre animais.

Pouco importa serem de raça diferente ou mesmo espécie. Aqui impere a "habituação" da convivência, numa idade que corresponde à evolução do novo ser. Lembra-te do post dos macacos. Outra particularidade no reino animal, e mais ainda no meio selvagem é a total reversão instintiva quando se trata de adulto perante um bebé ou jovem, predominando o lado afectivo no adulto, que à priori é incapaz de matar a presa, nessa idade.

O António focou outro ponto. "depois de 6 como inimigos declarados"
Conheceram-se em adultos (ambos?)? Presumo que sim. O maior afecto muitas vezes é desencadeado por "ausência" física do dono numa determinada altura, que antes, privilegiava um deles, sem conscientemente ter essa noção.Os animais têm-na! Por isso é natural que surgisse uma maior aproximação entre eles, onde seria a falta de afecto que teriam sentido, preenchendo-o mutuamente entre eles.

Em adulto (humanos), é possível vermos esses afectos, numa idade preferencialmente em crianças, pois nós (adultos) rotulamos de "inocência" própria da criança. Em idade adulta, rotulamos (o nosso ego)como estados que acontecem por inúmeras razões: "é carente", "é fraco, porque demonstra esses sentimentos", "é demasiado apegado" etc etc... Quando na verdade, é apenas demonstração de puro amor incondicional... Se puséssemos a "vergonha" de lado, teríamos mais imagens entre seres humanos como este vídeo.

Maria Paula Ribeiro

2 comentários:

cova-do-urso disse...

Paula,

Excelente esta explicação. Gostei muito.

No meu caso, «creio» que ocorreu isto:

- De facto, conheceram-se em adultos. Ela já estava cá em casa quando o Tibério chegou. Encontrou 3 gatos. O Preto, o Gabriel e o Tibério travaram amizade imediatamente. A Maria Fofa, nada. Sempre arisca com todos. Durante os tais 6 anos, sempre que lhe era possível, a Maria punha-se nas cadeiras debaixo da mesa e quando o Tibério passava arranhava-o. Ele tem marcas disso.

- Ao fim destes 6 anos ofereceram-me uma pastora alemã, a Rosaly, com 3 meses de idade, supostamente para vir a ser a namorada do Tibério. Foi um drama durante 10 meses. Ela queria brincadeira e nenhum deles a aceitou bem. Entretanto ela foi-me destruindo a casa (roeu tudo o que podia e foi muito). Um dia, eu próprio ia tendo um ataque cardíaco e se não fosse a Magda, que estava nesse fim de tarde em minha casa, eu teria desencarnado.

A Magda levou a Rosaly e deu-a a um criador de cães em Fátima. Hoje é uma dama feliz e muito bem tratada.

Assim que a Maria e o Tibério perceberam que a Rosaly já não voltaria para casa, começaram um processo de aproximação e hoje vivem neste estado amoroso. De um amor incondicional.

E eu comprei roupas e sapatos novos, refiz a casa (móveis, etc)... :)

Beijinho

Maria Paula Ribeiro disse...

António, :-)

Obrigado pelo feedback! :) Faz ainda mais sentido.

"Rosaly" devia ser a "pimpim II" :-)))))
Beijinho