20 de mar de 2009

fissuras


No fim de Outubro e início de Novembro escrevi acerca do peso das responsabilidades, da necessidade de encarar problemas penosos em como se começava a tornar difícil adiar algumas decisões ou conviver com acostumadas cedências, chamava a atenção daqueles que e não só, que tinham Saturno em transito a atacar um ângulo, o seu regente ou um planeta pessoal, não é que os outros não contem mas se pesarmos a carga, veremos que quando estes contactos dinâmicos são com a Lua, a balança fica francamente desequilibrada.
Os que estão habituados a ler os artigos de astrologia já ouviram por certo, que Saturno está retrógrado e, que vai repetir os contactos que fez naquela data. Por isso os sentimentos, ideias, decisões, planos que nos assaltaram então poderão voltar à baila, caso entretanto não tenham sido arrumados, por isso tivemos este tempo de maturação, em que a figura de autoridade ou de supressão estava dentro de nós, para amadurecermos o que quer que seja, também poderá ter sido o tempo em que estivemos sozinhos a trabalhar num projecto. Felizes daqueles que entretanto já puseram o plano em marcha e reestruturaram hábitos. Agora quando em Maio, Saturno voltar ao seu movimento directo, poderemos verificar o resultado deste importante período, se a concretização daquela tarefa que nos tem ocupado, se a tomada de decisão que íamos adiando.
Falo dos contactos com a Lua, que por coincidência tenho atraído muitas pessoas que estão no meio deste transito e, tanto em homens como mulheres os sentimentos de tristeza misturados com os de decisão, fruto de um olhar nu e cru ás vezes provoca.
Nesta alturas poderá ser caracterizado por um disparar para todos os lados, são as nossas necessidades que estão a ser suprimidas por isso esperneamos como se nos faltasse o ar. Nalguns caso afectando a saúde. São alturas em vale a pena parar, olhar o todo e verificar as saídas, porque as há, verificar o que nos sufoca realmente e esta é muitas vezes a parte mais difícil e onde existe menos isenção. Quando o emocional turva o mental porque não aceitamos as nossas próprias carências. No seu melhor poderá ser aquela altura que reunimos força para tomar a decisão há muito adiada, tempos de quebra que antecedem começos. Fissuras que nos transformam.

6 comentários:

Maria Paula Ribeiro disse...

Boa noite Ana,

"também poderá ter sido o tempo em que estivemos sozinhos a trabalhar num projecto"

Um projecto com vários "tentâculos", mas que terá seus frutos mais fortes, pois os ditos "tentâculos", estão a passar por um processo de consolidação. ;-)

"Quando o emocional turva o mental porque não aceitamos as nossas próprias carências"
Foi o momento mais penoso e doloroso que passei nas últimas semanas...as foram fissuras que me estão a transformar.

É muito bom e salutar ler os teus textos, amiga.
Muito obrigado.
Beijo e bom fim de semana.

Ana Cristina disse...

Obrigada Maria Paula e desejo-te um bom fim-de-semana também. Haja saúde.

Samsara disse...

Epa! Fissuras é comigo, conheço umas resinas óptimas que podem resolver o problema, mesmo se meter água, lol.
Falando a sério, identifiquei-me muito com este texto.
Beijinhos e bom fim de semana

Ana Cristina disse...

ahahah Sam, estiveste bem agora, então sabes na tua opinião de expert que por vezes é mesmo fazer de novo... Beijo para ti e desejo-te um fantástico...

António Rosa disse...

Ana Cristina,

No processo de «seguir» o novo blogue da Patrícia, alguma coisa falhou. Deve ter sido o feeds. Aparece a sua antiga foto e o linque para o seu blogue não aparece. O melhor é apagar no seu painel essa inscrição e voltar a fazer o seguimento. :))))

A.

Ana Cristina disse...

obrigada António :-)