17 de jul de 2009

de la Palisse


O copo meio cheio ou vazio já todos sabemos que depende da perspectiva de quem olha. Que o bom e o mau dependem de quem faz o julgamento todos concordamos e de que os planetas não fazem, reflectem e nós é que fazemos é um facto com que todos dizemos concordar.
Então porquê que de cada vez que se fala de um movimento de um planeta damos de frente com comentários na sua maioria do género; ai ai ai, ou vou-me esconder...menos vezes se reage logo pela perspectiva positiva, a da oportunidade e de como se poderá aproveitar aquela energia que nos aparece ali reflectida, de uma forma que seja útil para a evolução dos nossos planos. E aqui também saliento a expressão evolução e não execução o que sugere a conclusão de uma fase do plano master. Também todos concordamos que atingida uma etapa, logo outra se perfila ou seja enquanto vivermos é intrínseco que haja um desejo, um objectivo. Quando não, todos concordamos que viver sem objectivos não é viver mas sim sobreviver e o desconforto desta situação.

Conhecer a carta astrológica e consultar os transitos e outras progressões que acompanham a idade cronológica é muito útil desde que a nossa mente não sabote o processo, ou seja que não se comece a rezar pelo pior criando imagens de obstáculos à nossa volta. Dependendo da força com que o fazemos estes podem-se tornar reais.
Se concordamos que viemos a este plano para evoluir e nos tornarmos melhores, temos que experimentar, temos que ver a noite para reconhecer o dia, o frio para desejarmos o calor e assim por diante. Se bem que todos os planetas simbolicamente representado energias, os seus corpos vão sempre projectar sombras e, é necessário que as conheçamos.
Naqueles períodos de vida em que algo nos é retirado, ou pelo menos assim nos parece, encontramos a tais forças que não nos eram conhecidas até então; e lá vem a frase de que a cruz é sempre adequada...

Astrologicamente a Casa 8, ligada ao signo de Escorpião, os planetas Plutão e Marte, domínio, poder, perspectiva, bélico são tudo simbolismos que nos ocorrem bem como a necessidade de travar batalhas. Não só mas também uma grande maioria das cartas daqueles que se interessam por terapias alternativas, têm a 8ª Casa activada, esta dinâmica, ou seja o planeta que a rege e as condições em que se encontra no mapa, ou os planetas que lá residem, dão-nos uma ideia muito clara de como lidamos com este processo de morte e ressurreição que experimentamos neste plano. Por isso também o grande interesse em entender esta transcendência que aqui é sugerida. Não será por acaso que contando a partir desta Casa, chegamos ao Ascendente, ou seja à do nosso ego, como sendo a 6ª derivada, a da cooperação e da forma estar no quotidiano: o que me faz pensar que os receios trazidos da 8ª estarão a condicionar a liberdade de Sermos.

Claro que se é um optimista todos os dias e perante todas a situações não se reviu neste texto. Para os outros vale a pena pensar nos medos que acalentamos e de que precisamos nos libertar.

10 comentários:

António Rosa, José disse...

Precioso. Um abraço e bom fim-de-semana, Ana Cristina.

Ana Cristina disse...

António obrigada e também para si, hoje estou a recuperar de uma pequena cirurgia à boca, a ver se falamos em breve:-)
Abraço

Isa Grou disse...

Olá Ana Cristina,

Concordo com você.
Sou leiga em astrologia, mas também acredito que "somos o que pensamos".
Fazer de um fato oportunidade ou tragédia sempre é uma escolha... consciente ou inconsciente...
Sou bastante otimista.

Beijos.

marcelo dalla disse...

Olá querida! Bela reflexão. Também prefiro me identificar com as soluções, sempre. (tneho uma amiga que não sai de casa quando Sol passa pela sua casa 12... rsrsrsrs) bjos e bom fim de semana!

Ana Cristina disse...

Olá Isa, bem-vinda e ainda bem que assim é, já que no fim do dia, é essa atitude que nos vale :-) Abraço

Ana Cristina disse...

Alô Marcelo :-) tem que convidar essa sua amiga para sair e ver o que está perder .-) nesses dias. Bom fim-de-semana também para si, beijo.

Samsara disse...

Toda gente se pode rever neste texto, mesmo com pensamento positivo creio que não há quem não sinta medo. Eu cá sinto, embora tente ter uma atitude construtiva, tento preparar-me para o impacto.

beijinhos

Ana Cristina disse...

Pois é isso mesmo Sam :-) partilho a tua opinião, além do "necessário" conhecimento dos 2 lados para podermos depois optar e trabalhar no que desejamos. Beijo e bom weekend.

Maria Paula Ribeiro disse...

Ana Cristina,

:-) Fizeste-me lembrar o vocacional com a jovem de Trancoso, lol lol
Obrigado pelo texto, ;-)

As vezes em vez e dizer ai ai ai ai...melhor será dizer, ui ui ui ui e segurar o touro pelos cornos. :-)
E logo se verá!
Só podemos fazer uma análise com dados...sempre foi assim!

Em relação ao teu dente espero que estejas com antibióticos! Há tempos o meu disse-me que não era preciso e depois fui assaltar a farmácia da clínica, ;-)

Kiss kiss e bom fim-de-semana

Ana Cristina disse...

ahaha fizeste-me rir Mª Paula, sim é mesmo melhor abrir o peito e os braços, se queremos ter os "dados" :-)

Antibiótico antes e depois e uma costura catita.
Obrigada e igualmente para ti :-)