27 de jul de 2010

palavras...

leva-as o vento, ou não. Desde sempre acreditei no peso e força das palavras, uma vez proferidas passam à materialização, da ideia ou da confusão.
Creio que todos já sabemos, mesmo porque já experimentámos, como a escolha do pensamento nos pode alterar emocionalmente falando. Como a perspectiva nos pode influenciar os estados de alma.

Em alturas de transformação profunda como a que alguns de nós vivenciam  actualmente, a primeira impressão que se tem é de um caos instalado e, poucos muitos poucos têm a capacidade de ver nestas situações novas oportunidades em vez de contabilizarem as percas e se deixarem sucumbir pelo medo.

Nestas alturas de grande transformação pessoal, como por exemplo com o Ascendente ou o seu regente a receber um aspecto dinâmico de Saturno, Neptuno, Úrano ou Plutão, cada um destes arquétipos de acordo com a energia que simbolizam, poderão ter uma sensação de isolamento fruto da incompreensão que sentem. São alturas em que o ego, se está a solidificar, dissolver, afirmar ou transformar no caso de Plutão.

Quando maior a rigidez com que nos forrámos a vida inteira mais difícil se torna o nosso trabalho individual, mais renitentes nos encontramos em aceitar que algo terá que ceder e normalmente aquilo a que mais nos agarramos. Os padrões de comportamento cristalizados como nosso último reduto.

Numa sociedade que nos habituámos a viver incluídos num determinado grupo e para fazer parte deste há que ostentar valores similares. Se estivesse a falar de ideologias fantástico mas os valores tomam a forma de bens, crenças e aparências.
E quando o grupo deixa de fazer sentido, quando não encontramos o nosso próprio sentido?

No Ascendente, a Casa 1 o ego, como nos preparamos para a viagem da vida, como nos mostramos e protegemos, coisas e meandros muito pessoais e só nossos. Ora quando esta personagem, que fomos a alimentando e salvaguardando ao longo da vida se sente ameaçada, perdida ou atemorizada temos muita dificuldade em afirmar o nosso valor, socialmente, a Casa 2, deixamos de saber o que fazer, os valores que nos sustentavam deixaram de fazer sentido, resultar ou de estar lá.

Por isso a forma como nos afirmamos perante o grupo, Casa 11 (e a décima derivada da segunda) sofre alterações, logo o suporte ou as manifestações que esperávamos se calhar deixam de lá estar como gostaríamos. O que poderá acontecer até que se termine o processo pessoal. Estamos a crescer, evoluir em busca da liberdade de ser.

Em astrologia, os aspectos dinâmicos são os que se sentem, também chamados de tensos, são os que dão trabalho, que ampliam a consciência, a Casa 11 e a 2ª, formam uma quadratura natural (90º), exigindo diálogo, esforço e trabalho para que nos encontremos e possamos fluir com normalidade. De sermos cada vez mais únicos e autênticos.

Quando nos perdemos da nossa essência numa qualquer crise egocentrista, perdemos de vista o nosso valor  e abrimos as portas ao exterior e para que o grupo venha dizer: - devias.

Na sua grande maioria este devias, não oferece conforto a quem precisa, aumenta a confusão e atrasa o processo pessoal. Sentir-se amado e compreendido é quanto basta para a pessoa se ir fortalecendo e fazendo o seu trabalho.

Criar condições para que a pessoa faça as suas próprias escolhas. Não impor uma visão própria, que com a maior da boas intenções, só serve para desviar aquela alma já em sofrimento a agonizar.
Prolongando a confusão até que se acerte o GPS interno.

11 comentários:

Adelaide Figueiredo disse...

Ana Cristina,
Com este post disse verdades para quem anda com o GPS interno :) mal sintonizado. Conseguiu ainda dizer muito mais, mostrando que só a essa pessoa pertence escolher, restruturar e prosseguir para se reencontrar.
Óptima semana.

Ana Cristina disse...

Adelaide, grata pelo entendimento é bom sentir a ressonância.
Boa semana para si também...e fresquinha.

Abraço

Maria Paula Ribeiro disse...

Olá Ana

Desta vez fostes tu que me fizeste chorar...

Só te posso dizer, Bem-hajas.

Abraço

Maria Paula Ribeiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hanah disse...

Lindo !!!

Acordei hoje e me lembrei de algo que havia lido e agora fez amalgama desta visão abrangente.

obrigado.

Beijos

Ana Cristina disse...

MP Um abraço e enxuga lá as lágrimas, se não choramos juntas :)
Beijo

Ana Cristina disse...

Hanah :) ainda bem e grata.
Beijo

Maria Izabel Viégas disse...

Ana Cristina,
belíssimo post;
li e reli , pensei e repensei.
Wauw... tu me fazes bem à alma!
Já coloquei teu link no Memórias... só para vir mais rápido aqui! ;)
Venho voando...
Beijos n'alma
Bem Hajas!

Ana Cristina disse...

Maria Izabel muito obrigada e a minha alma agradece a tua generosidade.

Abraço

António Rosa disse...

Ana Cristina

Gostei tanto que acabei de partilhar no Facebook.

Ana Cristina disse...

:) Obrigada António.
Beijo