12 de jan de 2009

arrumações


o que decidimos, o que pensamos, o que esperamos não sendo tudo a mesma coisa, são elos de uma cadeia. Decidimos porque chegámos à conclusão de que, pensamos porque são os dados que temos com base no que conhecemos, esperamos o que a nossa mente antecipou e imaginou. Aonde vamos buscar as forças para decidir? Fora de nós baseados em opiniões dos outros ou tomamos decisões sozinhos depois de ponderarmos através de longos debates com o EU? Sabido que é no meio é que está a virtude e, que esse estado de graça chamado equilíbrio, é algo que exige trabalho e disciplina. Por isso até lá vamos aprendendo a conviver connosco, com o nosso bem-estar no mundo e na nossa pele. Quando vemos um grande predominância de planetas no hemisfério Oriental, antecipamos uma necessidade de proteger o ego o que se pode manifestar por mecanismos de defesa, no caso do hemisfério Ocidental, uma necessidade do outro para se manifestar o EU. O que pode acontecer é que este padrão de se ver a si mesmo através dos outros ou de situações, confundam ou bloqueiem a auto-imagem. Tornando-se difícil ao próprio ver-se sem os rótulos que as situações ou os outros lhe conferem, por vezes ao ponto de sentirem uma maior dificuldade de entenderem o porquê de continuamente repetirem situações que lhes trazem ansiedade. Neste casos quando em consulta lhes é perguntado, o que terá acontecido em determinada data, tentam encontrar um evento, nem lhes passando pela cabeça que o importante terá sido o que aconteceu ou mudou dentro deles sem que para isso se tenha que ter ouvido fogos de artificio ou buzinadelas. Já os primeiros, podem ter uma tão grande necessidade de se defender e esconder que poderão criar um muro à sua volta que além de os defender os isola, aqui o trabalho será deixar para trás o sentimentos de vitimização e ou medo, substituindo-os pela aceitação e responsabilização de que as situações vividas e atraídas tenham sido fruto daquela mesma postura ou, seja que de cada vez que se sentiu usado, isolado e incompreendido talvez terá tido uma quota parte ao se ter posto a jeito para isso.

15 comentários:

Maria Paula Ribeiro disse...

:-) Bom dia Ana,

"Nem oito, nem oitenta". Continuo a dizer, que, e muito difícil tem sido de gerir, o meio termo é a virtude.

Mas como não sou equilibrista...ora pendo para um lado, ou para o outro...

Boa semana!
Bj

António Rosa disse...

Ana Cristina

Tenho encontrado muitos casos assim e eu próprio ainda me coloco na defensiva. É certo, que com a idade e os pontapés que dou a mim mesmo, já me exponho muito mais.

Magnífico texto.

Ana Cristina disse...

Maria Paula, somos todos uns penduluzinhos :-) bom inicio de semana.

Ana Cristina disse...

António obrigada, aprendemos tanto nos nossos laboratórios pessoais com aqueles que nos procuram :-) Resto de bom dia.

Anônimo disse...

.... andamos tão preocupados com o nosso umbiguito que nós esquecemos ( ou fazemos por isso ) de olhar para os outros e vermos o que reflectimos ... quando aprendemos a fazer isso tudo flui de uma forma suave ! A Olhar para os outros construimo-nos a nós mesmos ...

Dia Feliz

Luis

Ana Cristina disse...

Luis bem verdade, que nos esquecemos por vezes de construir as pontes necessárias para a comunicação.

Dia Feliz tb e quentinho :-)

Teresa Marcelino disse...

Agora recordo-me que em dada altura me questionou sobre uma determinada marca no meu mapa que sugeria um parto. Durante muito tempo andei com a ideia de lhe dizer que era natural que assim fosse, pois foi precisamente o que senti na época: um parto de mim (difícil... LOL!).
Um beijo

Teresa Marcelino disse...

Em complemento (e continuando na primeira pessoa), no funeral do meu pai, uma grande confusão e ninguém entendia a minha dor (pensava eu...!). Um amigo psicólogo dizia-me em segredo: "porque te pões a jeito..."
Claro que só entendia muito mais tarde e coloco sempre a hipótese de ainda haver mais para entender...

Ana Cristina disse...

:-) Teresa, felizes daqueles que vão tomando consciência só assim se pode evoluir e transcender.
Obrigada pelo testemunho na 1ª pessoa são sempre pungentes.
Abraço

Astrid Annabelle disse...

Ana Cristina!
Quanta coisa para aprender e para ler...devo nos próximos dias ser leitora assídua do seus posts...me fizeram muita falta, sabia?
Espero estar de volta em definitivo agora...( se a Telefonica parar de ligar e desligar meu telefone...rs,rs,rs...)
Se quiser saber um pouco mais dessa novela entre no meu blog e nos respectivos comentários...chega a ser hilário!
Mas estou aqui para lhe deixar um beijo grande e contar que senti muitas saudades suas.
Por ora é isso...
Ma Jivan Prabhuta

Ana Cristina disse...

Astrid bons olhos a vejam, já sentia a sua falta por aqui, entre esteja à sua vontade amiga. Já vou à sua casa saber dessas novas, velhas questões de serviços mal feitos :-).
Bem-vinda e Bom Ano Novo.

Astrid Annabelle disse...

Ana Cristina!
Que o ano de 2009 seja repleto de alegrias e realizações!
Havia me esquecido disso...mas a intenção primeira foi essa!
Bjs.
Astrid

Ana Cristina disse...

:-) nem era preciso dizer Astrid, eu sei :-)

António Rosa disse...

Ana Cristina

Só agora é que vi o selinho da Escola na coluna da direita lincado ao site.

Muito honrado e agradecido.

António

Ana Cristina disse...

:-) é tão bonitinho, alinda o espaço. Não tem de quê.
Abraço