13 de jul de 2008

Eu quero, Eu crio, Eu brinco


Daqui a poucas horas Vénus chega ao signo de Leão, onde a sua expressão se torna provocadora e exuberante. Em Leão os planetas pessoais tornam-se naturalmente egocentristas, isto quando no seu estado puro. No próximo dia 22 pelas 00hrs o Sol chega a sua casa onde brilha em todo o seu esplendor e espera de todos, o amor, a honra e admiração que considera seu direito por direito próprio. O Sol é o natural regente da casa V, cujo o elemento é o Fogo, e a qualidade Fixa; sempre que penso no Sol em Leão ou na sua casa, vem-me a imagem da criança ladina e cheia de vida, temerária que se arrisca a experimentar tudo, e que tudo quer aprender, que pega nos lápis de cor e desenha o mundo que lhe vai na imaginação, para ela não há impossíveis, basta querer e agarrar ou fazer se não estiver feito. Esta é a casa das crianças, do prazer, da paixão, da capacidade de correr riscos, onde nos damos tão genuinamente como só uma alma inocente é capaz.
Muito cedo perdemos a inocência e essa dádiva fica tingida pelo grau de auto-estima que trazemos, a casa V em aspecto dinâmico com a II do eu valho.

Um Ascendente em Leão, naturalmente terá um ego acentuado, e quer resgatar para ele a sua parte, atirando-se ao que lhe desperta curiosidade e o diverte ao mesmo tempo que procura constantemente aplausos pelos seus feitos. O Sol magnifica e expande o entusiasmo da identidade, por isso associação ao complexo do Rei ou Rainha.

Alexandre Dumas 24 Julho 1802 @ 5;30 em Villers-Cotterêts; Sol está em casa, final dispositor e rege o Ascendente, nesta caso o Sol está na casa XII, pelo que podemos antever que o brilho da estrela estará algo escondido. Mas que um dia vai brilhar e todos o notarão, assim antecipa o contacto com o MC. Assim como nos diz que o brilho pode estar escondido devido a algum assunto ligado ao eixo parental (pai/mãe). Alexandre nasceu numa família aristocrática mas cujo pai tinha caído em desgraça, originado para família graves problemas financeiros. A educação do pequeno Dumas estava em perigo, foi criado a ouvir histórias de sucesso do pai, contadas pela mãe. Teve que começar a trabalhar cedo, os conhecimentos dos pais proporcionaram-lhe um emprego no palácio e chegado a Paris, começaria ele contar histórias e a escrever novelas. Aventuras que ainda hoje fazem parte do nosso imaginário.

A person who doubts himself is like a man who would enlist in the ranks of his enemies and bear arms against himself. He makes his failure certain by himself being the first person to be convinced of it.
Alexandre Dumas

2 comentários:

Samsara disse...

Muito bom Ana Cristina, esta frase diz muito.
As balanças estão sempre em queda, já vêm com esse "defeito".A eterna busca do equlíbrio.
Bom Domingo
Bjs.

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Bom domingo tb para ti e permito-me discordar do sempre em queda :-), não generalizo e não aos fatalismos.

bjo
Ana Cristina