3 de jan de 2010

the Neptune factor


Falar em Neptuno torna-se incontornável falar em sonho, escapismo, confusão e desilusão mas também em convicção, amor incondicional, criatividade
artística; onde começa um ou acaba o outro pode parecer uma linha ténue, entre o génio e o louco.
Quem como eu tem um Neptuno com um aspecto apertado a um planeta pessoal, cresceu e habituou-se a  conviver com esta energia ou seja usando a mesma de uma forma natural e por vezes a seu bel-prazer.

Quero dizer conforme a dinâmica deste (Neptuno) no mapa pessoal bem como a de Saturno, aprende-se a conviver com este mundo próprio de uma forma pragmática, tudo aquilo que a energia Neptuniana não é. Já que esta pode dissolver a realidade do outro e o contrário Saturno acabar com o belo sonho Neptuniano.

Mesmo que este planeta da confusão e do sonho se encontre natalmente menos activo na carta natal e sem os referidos contactos, haverá alturas na vida que por transito ou arco solar vai cobrir a vida de cada um de nós com o seu manto, alturas em que parece que perdemos o contacto com a realidade, em que nos sentimos barcos à deriva, por muito que procuremos um porto de abrigo. Parece que o racional deixa de responder e que de repente estamos em estados alterados sem o uso de psicotrópicos.
Estas alturas tornam-se mais difíceis quando teimamos em criar âncoras àquela realidade que sempre chamámos de nossa, já que o período pode muito bem ser de dissolução, alturas em que os enganos se sucedem. Alturas em que a realidade, tal como a vimos até ali, parece sem sentido e a confusão toma conta. Ter consciência que vivemos estes momentos ajuda no sentido que perante decisões de fundo estamos acautelados para a penumbra que nos rodeia, para o clima de impreponderância, para que a realidade não se concretize tão depressa como gostariamos em determinados projectos. Alturas em que nos podemos sentir desiludidos com o mundo, profissional ou pessoal e por isso que é bem natural que um ou outro venham a sofrer alterações.

Já para o artista ou sensitivo o momento pode ser de ouro, o contacto com a essência da criação ali à mão, abraçar o lado o nosso lado artistico nem que seja a cozinhar ou a fazer aquilo que há anos nos trazia tanto prazer fazer mas que o dia-a-dia nos afastou e impediu de dar curso, poderá bem ser o único local de conforto e porto de abrigo.
Afinal Neptuno rege aquela Casa 12, onde estamos confinados à nossa essência, separados dos outros mas muito perto daquilo que nós somos.

6 comentários:

António Rosa disse...

Ana Cristina

Grande início de ano com este belo artigo. A todos os níveis.

Aqui, com frio. Aí, no calor.

Abraço.

Ana Cristina disse...

Muito obrigada amigo, um grande ano para si, Temos que marcar para um cafézinho para pôr a escrita em dia.
Abraço

Madame Celeste, disse...

Eu sei bem como é esse universo repleto de imagens e cores netunianas... minha lua faz trígono com Netuno. Ai ai... hehe.
Um bom começo de ana Ana Cristina!
Beijos

Ana Cristina disse...

ahaha vê filmes de graça vc, Madame. Uma autoestrada para o cosmos :)

Bom ano para si também.

Astrid Annabelle disse...

Ana Cristina:
Astrologicamente não sei explicar mas, com toda a certeza, por intuição sei que devo ter um Netuno bem atuante. Conheço bem o mundo da magia e dos sonhos. Existem momentos onde confundo a realidade com o sonho...ou o sonho com a realidade!!!
Lindo texto! Aliás com de costume!!!
Beijo grande.
Astrid Annabelle

P.S. adorei as fotos...

Ana Cristina disse...

ui Astrid, estou a ver que precisa de uma âncora de vez em quando. Obrigada e beijo.